sexta-feira, 16 outubro 2026

Von der Leyen responde à mais recente ameaça tarifária de Trump. "Acordo é acordo"

O presidente dos Estados Unidos chocou os europeus na semana passada quando ameaçou, subitamente, aumentar os direitos aduaneiros sobre os automóveis fabricados na UE de 15% para 25%, alegando incumprimento.

O anúncio de Trump tem sido associado aos comentários feitos recentemente pelo chanceler alemão Friedrich Merz, que destacou que o Irão tinha "humilhado" os EUA na guerra. A Alemanha é o maior fabricante de automóveis da Europa e depende fortemente das exportações.

"Um acordo é um acordo, e nós temos um acordo. E a essência deste acordo é a prosperidade, regras comuns e fiabilidade", referiu von der Leyen na terça-feira, na Arménia.

"Queremos com este trabalho [alcançar] ganhos mútuos, cooperação e fiabilidade. E estamos preparados para todos os cenários", acrescentou, sugerindo uma potencial retaliação.

A presidente da Comissão Europeia, que supervisiona a política comercial, disse que o bloco estava "nas fases finais" da implementação do pilar do acordo comercial UE-EUA destinado a eliminar as tarifas sobre uma vasta gama de produtos norte-americanos.

A legislação está a ser negociada no Parlamento Europeu, onde tinha sido anteriormente adiada devido à tentativa enérgica de Trump de usurpar a Gronelândia à Dinamarca. Os eurodeputados alteraram o texto original para reforçar as salvaguardas.

De acordo com a declaração conjunta publicada por Bruxelas e Washington no ano passado, os EUA deveriam reduzir os direitos aduaneiros sobre os automóveis fabricados na UE aquando da introdução da legislação, e não da sua aprovação final. Simultaneamente, os EUA comprometeram-se a respeitar um limite máximo de 15% para os produtos da UE, impedindo a acumulação de tarifas adicionais.

"O alinhamento com o limite máximo acordado permanece pendente", afirmou von der Leyen, exigindo respeito pelos "diferentes processos democráticos".

Ao seu lado, António Costa, presidente do Conselho Europeu, afirmou que os 27 Estados-membros apoiam "plenamente" o trabalho da Comissão e da sua presidente.

Desde que Trump publicou a sua ameaça na sexta-feira, Bruxelas tem procurado obter "clareza" de Washington sobre o raciocínio por detrás da mesma, ao mesmo tempo que sinaliza a sua disponibilidade para responder.

Maroš Šefčovič, o comissário europeu para o Comércio, deverá reunir-se com Jamieson Lee Greer, o representante comercial dos EUA, ainda nesta terça-feira, à margem de uma reunião do G7 em Paris, França, para discutir o assunto.

O anúncio de Trump tem sido associado aos comentários feitos recentemente pelo chanceler alemão Friedrich Merz, que destacou que o Irão tinha "humilhado" os EUA na guerra. A Alemanha é o maior fabricante de automóveis da Europa e depende fortemente das exportações.

Merz negou qualquer ligação entre as suas observações e a tarifa de 25%.

 

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
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