sexta-feira, 16 outubro 2026

Trump afirma em carta ao Congresso dos EUA que hostilidades contra o Irão terminaram

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou na sexta‑feira os principais líderes do Congresso de que as hostilidades com o Irão "terminaram" depois de ter sido pressionado pelo Congresso sobre a legalidade da guerra que lançou com Israel em 28 de fevereiro.

O Congresso tinha pressionado a Casa Branca a pedir autorização para a guerra, que a administração Trump descreve como uma "operação militar", numa altura em que o conflito entrava no terceiro mês.

"Não houve qualquer troca de tiros entre as forças dos Estados Unidos e o Irão desde 7 de abril de 2026. As hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro de 2026 terminaram", escreveu Trump em cartas ao presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley.

 As declarações de Trump surgem numa altura de forte presença militar norte‑americana na região, incluindo vários porta‑aviões e grupos navais de ataque e um bloqueio naval em curso aos portos iranianos.
 A carta põe em evidência a afirmação ousada, mas juridicamente questionável, dos poderes presidenciais no centro da guerra de Trump, que começou há dois meses sem aprovação do Congresso.
 Na carta, o presidente norte‑americano deixa igualmente claro que a guerra pode estar longe do fim, retomando em grande medida o que tem vindo a dizer aos jornalistas nas últimas semanas.

"Apesar do êxito das operações dos Estados Unidos contra o regime iraniano e dos esforços contínuos para garantir uma paz duradoura, a ameaça colocada pelo Irão aos Estados Unidos e às nossas Forças Armadas continua a ser significativa", afirmou o presidente republicano.

A afirmação surge depois de Trump ter indicado que não está "satisfeito" com a mais recente proposta iraniana de tréguas enviada a Washington por mediadores paquistaneses, após o fracasso das conversações presenciais no Paquistão, tendo o presidente norte‑americano apontado a distância e o tempo de viagem como principais motivos.

 "Querem fazer um acordo, eu não estou satisfeito com ele, por isso vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, na sexta‑feira.

Questionado sobre o que considera serem os pontos fracos da proposta, Trump afirmou: "Estão a pedir coisas com as quais não posso concordar".

O presidente afirmou que as negociações têm continuado por telefone depois de ter cancelado, na semana passada, a viagem dos seus enviados ao Paquistão. Manifestou frustração com a liderança iraniana, que descreveu como fragmentada.

 "É uma liderança muito descoordenada", disse. "Todos querem fazer um acordo, mas são um caos".

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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