sexta-feira, 16 outubro 2026

São Vicente: Hospital Baptista de Sousa dá a conhecer doenças neurocutâneas ainda pouco conhecidas em Cabo Verde

Tal como explicou a neuropediatra do HBS, Stephanie Monteiro, a iniciativa surgiu da cooperação luso-cabo-verdiana que tem trazido ao país médicos de diversos hospitais de Portugal, em missões de Neuropediatria que já datam desde 2011.

Neste ano, segundo a mesma fonte, resolveu-se por explorar as doenças neurocutâneas, que ainda não tinham sido exploradas, mas consideradas doenças raras, pela sua prevalência mundial, mas que são “muito comuns” nas consultas.

“São doentes que eu acompanho também aqui em Cabo Verde, e é necessário fazer estas apresentações para divulgações, para saber que existem, e também por serem patologias que são seguidas por múltiplas especialidades, que são patologias que podem ter apresentações clínicas e acometimento de várias estruturas e vários órgãos”, esclareceu Stephanie Monteiro.

Por isso, a importância de se falar sobre o tema, na óptica de “Doenças Neurocutâneas – Qual a especialidade que não está envolvida?”, e assim poder criar vínculo com outras especialidades e fazer-se conhecer, tanto para a população, como para os colegas que trabalham na atenção primária.

Também porque, considerou a médica, essas patologias ainda estão subnotificadas em Cabo Verde, exactamente, por serem pouco conhecidas.

Da parte da delegação portuguesa, a neuropediatra do Hospital Nélio Mendonça (Madeira), Andreia Forno, defendeu o mesmo diapasão e confirmou a necessidade de se estar alerta para facilitar o diagnóstico.

“Existe o envolvimento de várias especialidades no seguimento destes doentes, não só a Neuropediatria, mas também outras especialidades, acima de tudo é alertarmos para a existência destas doenças, que apesar de serem raras, existem”, reiterou a clínica portuguesa.

Para além da parte formativa, a missão em Neuropediatria contempla ainda consultas de especialidades, que devem acontecer no HBS até sexta-feira, 06, num total de mais de uma centena.

A vinda dos médicos portugueses costuma acontecer através de cooperação inter-ministerial, mas este ano foi financiado pelo Instituto Camões e o Instituto Valflores, que permitiram a possibilidade de continuar com este projecto que já conta com 19 missões, desde 2011.

A  Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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