sexta-feira, 16 outubro 2026

Angola apela à redução de tensões e diálogo com Irão

Segundo uma declaração divulgada pela Secretaria de Imprensa do Presidente da República, o Governo de Angola acompanha "com extrema preocupação a grave escalada do conflito no Médio Oriente" após os ataques que se registaram no Irão e subsequentes retaliações que se verificaram nos Emiratos Árabes Unidos, Reino da Arábia Saudita, Reino do Bahrein, Estado do Qatar, Estado do Kuwait e Sultanato de Omã".

Na nota de imprensa, que não menciona Israel nem os Estados Unidos da América, o Governo expressa solidariedade para com as vítimas do conflito, face "às graves ocorrências que perigam a estabilidade naquela região com efeitos nefastos para a paz mundial".

Angola sublinha ainda a urgente necessidade da redução das tensões e do pleno respeito pelo direito internacional, exortando as partes "a exercerem máxima contenção e a privilegiarem o diálogo através dos canais diplomáticos, envidando esforços com vista à cessação imediata das hostilidades, restabelecendo assim a paz e a estabilidade regionais".

A reação de Angola surge dois dias depois de Israel e os Estados Unidos lançarem uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.

Na primeira onda de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.

Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para justificar a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

Teerão respondeu à ofensiva dos EUA e de Israel com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Os Estados árabes do Golfo alertaram que podiam retaliar contra o Irão após os ataques que atingiram locais importantes e mataram pelo menos cinco civis, enquanto França, Alemanha e Reino Unido admitiram poder juntar-se às forças norte-americanas.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

A Semana com NM/LUSA

 

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
10 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
12 dias atrás

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