sexta-feira, 16 outubro 2026

Cabo Verde e União Europeia assinam memorando para reforçar combate ao narcotráfico

O memorando foi rubricado no dia 27 de fevereiro pelo director nacional da Polícia Judiciária, Manuel da Lomba, pelo director do Projecto SEACOP, Dominique Bucas, e pela embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sylvie Millot, no âmbito de uma parceria que envolve também o Governo de Cabo Verde e a Expertise France.

O director do Projecto SEACOP, Dominique Bucas, foi conciso ao afirmar a dimensão estratégica do acordo e o papel geoestratégico do arquipélago, considerando Cabo Verde como “uma ponte, um vínculo entre a África e a América Latina”.

Segundo aquele responsável, “este memorando sublinha a importância de colaborarmos com a União Europeia e com os nossos amigos da África e da América Latina” e reforçará nos próximos anos o combate à criminalidade marítima, sobretudo ao tráfico de drogas.

O mesmo alertou ainda para o aumento dos fluxos ilícitos entre a América Latina e a África e defendeu a união de esforços entre polícia, alfândegas e guardas-costeiras para uma resposta “contundente” a este fenómeno.

Por sua vez, a embaixadora da União Europeia, Sylvie Millot, considerou a assinatura do memorando “mais uma prova do compromisso da União Europeia de acompanhar o Governo de Cabo Verde nas actividades de segurança, particularmente na segurança marítima”.

A embaixadora salientou que a cooperação bilateral é “excelente e dinâmica” e que a luta contra o tráfico de drogas é uma prioridade partilhada, reforçando o empenho europeu em apoiar Cabo Verde e a região.

Millot sublinhou que, além do SEACOP, existem outros projectos regionais e investimentos no sector da economia azul, defendendo que portos seguros e modernos são essenciais para a segurança e desenvolvimento económico.

O director da Polícia judiciária, Manuel da Lomba, enfatizou que o mar de Cabo Verde é fonte de riqueza, mas também é utilizado para tráfico de drogas, armas, pessoas, contrabando de imigrantes e pescas ilegais e que se pretende que seja “mar seguro”.

O mesmo defendeu que a gestão portuária deve ir além da dimensão económica e apontou a formação e partilha de conhecimento, reforçadas no seminário de 24 a 26 de Fevereiro, como instrumentos essenciais para fortalecer as instituições nacionais.

 

A Semana com Inforpress

 

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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