O advogado, Marcelino Intupe, entende que a Promotoria da Justiça Militar não está a agir dentro da lei porquanto não tem competências para propor pena de prisão a Na Tuchuto.
O advogado afirma que as investigações sobre uma suposta participação de Bubo Na Tchuto na tentativa de golpe, foram conduzidas pelo Ministério Público Civil.
A defesa diz ainda que não ficou provado de forma material qualquer envolvimento de Bubo Na Tchuto na tentativa de golpe, portanto não faz sentido pedir pena de prisão de seis anos contra o seu cliente.
O advogado Marcelino Intupe não vê outro desfecho para este caso que não seja a absolvição de Bubo Na Tchuto, até porque, este já ficou, em prisão preventiva, por mais de três anos.
A sessão de julgamento, que já vai na quinta audiência, conheceu agora as alegações das duas partes, a próxima sessão a ser convocada em data a anunciar, será para a leitura do acórdão final do Tribunal Militar.
Antigo chefe da Armada guineense, Bubo Na Tchuto é apontado pelo poder político e pelas chefias das Forças Armadas, como sendo o cabecilha da tentativa de golpe de Estado ocorrido no dia 01 de fevereiro de 2022.
Da acção militar, um ataque no palácio do Governo, onde se encontrava o Presidente da República de então, Umaro Sissoco Embalo, morreram 11 pessoas, na sua maioria elementos do corpo de segurança presencial.
A Semana com RFI

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