sexta-feira, 16 outubro 2026

Irão adverte Guterres de que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque

Numa carta enviada ao português na quinta-feira, a Missão Permanente do Irão junto da ONU afirmou que a retórica do Presidente dos EUA, Donald Trump, “sinaliza um risco real de agressão militar“, mas realçou que Teerão não procura iniciar uma guerra.

“Em caso de agressão militar contra o Irão, este responderá de forma decisiva e proporcional, de acordo com os princípios de autodefesa consagrados no artigo 51.º da Carta da ONU”, escreveu o embaixador iraniano.

“Nestas circunstâncias, todas as bases, infraestruturas e ativos norte-americanos na região constituem alvos legítimos“, acrescentou o diplomata.

Horas antes, Donald Trump afirmou que esperará 10 dias para alcançar um acordo com o Irão sobre o programa nuclear, avisando que, caso contrário, poderão ocorrer “coisas más“.

“Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias“, declarou Trump em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz.

Durante o encontro, o chefe de Estado norte-americano sublinhou ser necessário “chegar a um acordo significativo” com Teerão, acrescentando que, se tal não acontecer, o desfecho poderá ser mais difícil.

“Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente”, explicou Trump.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal caso Teerão ataque Israel.

“Se os ayatollahs cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar“, declarou Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.

“Estamos preparados para qualquer cenário“, disse o primeiro-ministro israelita.

As declarações surgem num contexto de reforço do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente, com mobilização de meios navais e aéreos, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Segundo a cadeia televisiva CNN e o jornal The New York Times, os militares norte-americanos estarão preparados para lançar um ataque contra o Irão nos próximos dias, embora Trump ainda não tenha tomado uma decisão final sobre a autorização de uma eventual operação.

Os EUA e o Irão concluíram uma segunda ronda de negociações na terça-feira, na Suíça, sem uma aproximação entre os dois países.

A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, está a realizar manobras militares, que parecem ser uma demonstração de força, no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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