sexta-feira, 16 outubro 2026

Ataque de drone ucraniano incendeia porto russo do Mar Negro

De acordo com o governador regional Veniamin Kondratyev, duas pessoas ficaram feridas no ataque ao porto de Taman, na região de Krasnodar, que danificou um tanque de armazenamento de petróleo, um armazém e terminais, enquanto as autoridades da região ucraniana de Odessa informaram que a queda de destroços de drones russos danificou infraestruturas civis e de transporte, causando perturbações no fornecimento de energia e água.

Estes últimos ataques ocorrem antes de uma nova ronda de conversações, mediada pelos EUA, entre enviados da Rússia e da Ucrânia, na terça e quarta-feira, em Genebra, quando se está prestes a assinalar o quarto aniversário da invasão russa ao país vizinho, que teve início a 24 de fevereiro de 2022.

As autoridades ucranianas afirmam que os ataques com drones de longo alcance contra instalações energéticas russas têm como objetivo impedir Moscovo de obter o dinheiro necessário das exportações de petróleo para levar a cabo a invasão em grande escala.

Estas ofensivas são também uma resposta aos ataques maciços da Rússia para destruir a rede eléctrica ucraniana, a fim de impedir que os cidadãos tenham acesso a água corrente, calor ou luz. Os recentes ataques russos às infraestruturas energéticas da Ucrânia mataram dezenas de civis.

Zelenskyy: garantias de segurança continuam em aberto

Na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, sugeriu que ainda existem dúvidas sobre as futuras garantias de segurança para o seu país.

As suas preocupações foram partilhadas pela senadora Jeanne Shaheen, membro da Comissão de Relações Externas do Senado dos EUA.

"A menos que tenhamos garantias reais de segurança em qualquer acordo de paz que venha a ser determinado, vamos estar aqui novamente, porque uma das coisas que sabemos é que a Rússia se preparou não apenas para a Ucrânia, mas para ir além da Ucrânia", disse a legisladora norte-americana aos jornalistas em Munique no domingo.

Zelenskyy também questionou como é que o conceito de zona de comércio livre, proposto pelos EUA, funcionaria na região de Donbass, que a Rússia insiste que Kiev tem de ceder para que haja paz.

Zelenskyy disse que os norte-americanos querem a paz o mais rapidamente possível e que a equipa dos EUA quer assinar todos os acordos sobre a Ucrânia ao mesmo tempo, enquanto a Ucrânia quer que as garantias para a segurança futura do país sejam assinadas primeiro.

Entretanto, a responsável máxima pela política externa da União Europeia, Kaja Kallas, avisou no domingo que a Rússia esperava ganhar diplomaticamente o que não tinha conseguido no campo de batalha e estava a contar com os EUA para fazer concessões à mesa das negociações.

Kallas disse na conferência de Munique que as principais exigências russas - incluindo o levantamento das sanções e o descongelamento de ativos - eram decisões para a Europa: "Se queremos uma paz sustentável, precisamos de concessões também do lado russo", afirmou.

As anteriores tentativas lideradas pelos Estados Unidos para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, incluindo duas rondas de negociações em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, não conseguiram resolver questões complexas, incluindo o que fazer com o Donbas, o coração industrial da Ucrânia, cuja grande parte é controlada pelas forças russas.

 

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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