sábado, 17 outubro 2026

Santa Cruz/Crime de homicídio: Memória de Já une São Cristóvão em apelo por verdade e justiça

A concentração aconteceu precisamente no local onde o corpo da vítima, conhecida localmente como "Já", de 43 anos, foi localizado e, nos arredores de onde terão ocorrido as agressões fatais.

Entre abraços e lágrimas, a comunidade recordou um homem descrito como pai dedicado de cinco filhos – quatro deles menores –, trabalhador e sem histórico de conflitos.

Segundo o relato de Lucelina Varela, vizinha da vítima, o crime terá ocorrido por volta das 05:00 de domingo, 11, mas a família só tomou conhecimento cerca de duas horas depois.

A mesma ressaltou que o estado em que a vítima foi encontrada chocou até os mais próximos. “Nem os familiares conseguiram reconhecê-lo”, contou, visivelmente abalada.

Lucelina explicou que Já regressava a casa após ter passado a noite na residência de um parente recentemente falecido, quando terá sido surpreendido e que no local, foram encontrados apenas os sapatos, a calça, o cinto e a roupa interior.

A carteira, o relógio e outros pertences desapareceram. “É uma indignação muito grande. Queremos saber o que aconteceu com ele e onde estão as coisas dele”, afirmou.

De acordo com a moradora, a Polícia Judiciária esteve no local ainda no domingo e circulam informações de que dois suspeitos já se encontram detidos, mas os familiares queixam-se da falta de esclarecimentos sobre o andamento do processo.

“O nosso grito é um só: que se faça justiça”, reforçou.

À manifestação juntaram-se outras vozes da comunidade, como Cleidy Quebra, Pedro da Costa, Juliana Semedo e Wilson David, que recordam Já como um “homem simples” e “dedicado à família”.

“Da forma como foi assassinado, ninguém merece, nem mesmo um animal”, disseram.

O crime deixou a Ribeira de São Cristóvão em clima de medo e os moradores afirmam sentir-se inseguros e aproveitam para pedir uma maior presença das autoridades policiais e investimentos em infra-estruturas básicas na localidade.

Entre as preocupações apontam a estrada de acesso em más condições e falhas na iluminação pública, problemas que, segundo dizem, agravam o isolamento da zona, onde muitas famílias vivem da agricultura e da pecuária.

Enquanto a investigação decorre, a comunidade promete continuar a mobilizar-se para que a morte de Já não caia no esquecimento e os responsáveis sejam levados à justiça.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
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