sábado, 17 outubro 2026

Ministério Público faz busca na Direcção Financeira e Patrimonial da Câmara Municipal da Praia

 

Francisco Carvalho acusou o Ministério Público de actuar sob influência política, afirmando que a intervenção constitui uma tentativa de impor “uma vontade política ao nível do município da Praia”, associando essa actuação à expressão “custe o que custar”, ao primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.

 

Esta busca acontece na sequência do auto de instrução nº 27/2023/2024, que foi aberto pela Procuradoria Geral da República, em 2024, contra a Câmara Municipal da Praia por causa das denúncias de “ilegalidades e crimes de corrupção” feitas pelo inspector de Finanças Renato Fernandes.

Através de um comunicado a que a Inforpress teve acesso hoje, o Ministério Público informou que este mandado de busca e apreensão não domiciliária, mais concretamente na Direcção Financeira e Patrimonial da Câmara Municipal da Praia (CMP) está a decorrer dentro da observância das “formalidades legais”.

A Inforpress constatou "in loco" que todos os serviços da CMP, incluindo recolha de lixo, atendimento ao público, funcionamento de mercados e manutenção de jardins estavam fechados.

De referir que na Direcção Financeira e Patrimonial da Câmara Municipal da Praia, na zona da Fazenda, as buscas iniciaram-se desde as 11:00, segundo uma funcionária desta instituição.

Na sequência destas buscas, o edil da CMP, Francisco Carvalho, alegou que por razões de segurança após uma intervenção da PGR mandou suspender todos os serviços municipais desta instituição.

Francisco Carvalho afirmou nas redes sociais, que a suspensão imediata das actividades visa “proteger os trabalhadores e garantir a segurança de todos”, sublinhando que o edifício municipal foi “invadido pela Procuradoria-Geral da República, com o braço armado da polícia”.

“Por razão de segurança dos trabalhadores tivemos de suspender todo o trabalho a nível da Câmara Municipal”, precisou, acrescentando que os serviços só serão retomados quando a situação estiver “clarificada”.

O autarca apelou à “paz e serenidade” por parte dos funcionários municipais e pediu compreensão aos munícipes da Praia perante a paralisação dos serviços essenciais.

Francisco Carvalho acusou o Ministério Público de actuar sob influência política, afirmando que a intervenção constitui uma tentativa de impor “uma vontade política ao nível do município da Praia”, associando essa actuação à expressão “custe o que custar”, ao primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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