“Um gentleman, diplomata e político de raro tato, de fino trato e entendido na matéria. Dominava línguas, um homem cosmopolita e arrojado, muito à frente em muitas das coisas da política e da diplomacia. Perdemos um Homem grande da história política contemporânea das ilhas. Fica a minha gratidão por tudo, caro José Filomeno”, exteriorizou o chefe de Estado.
“Fico muito triste com a morte do Embaixador José Filomeno Monteiro. Ouvia-o com admiração. Inteligente, educado, elegante e com finíssimo sentido de humor, dava gosto conversar com ele sobre política, economia e geoestratégia”, escreveu Neves, segundo a Inforpress, na sua página oficial do Facebook.
Ainda no seu post, o mais alto magistrado da Nação conta que lhe dava “prazer enorme”, enquanto primeiro-ministro, discutir com José Filomeno no Parlamento, porque elevado e discutia ideias com fundamentos.
Acrescentou, por outro lado, que também como Presidente da República pôde estar com ele em Bruxelas e Países Baixos, onde Filomeno desempenhava as funções de Embaixador, e mais tarde pôde tê-lo como Ministro dos Negócios Estrangeiros.
“Um gentleman, diplomata e político de raro tato, de fino trato e entendido na matéria. Dominava línguas, um homem cosmopolita e arrojado, muito à frente em muitas das coisas da política e da diplomacia. Perdemos um Homem grande da história política contemporânea das ilhas. Fica a minha gratidão por tudo, caro José Filomeno”, exteriorizou o chefe de Estado.
“Senador” da República e um homem grande das ilhas
O Presidente da República, José Maria Neves, disse que o embaixador José Filomeno Monteiro, falecido hoje, na cidade da Praia, é um “senador da República, um homem grande das ilhas”.
“Ele [José Filomeno] era muito bem-educado, um homem elegante, um homem com um fino humor e que dominava os assuntos que se relacionavam com a política, a governança e a diplomacia”, disse o Chefe de Estado citado pela Inforpress.
José Maria Neves fez estas considerações sobre a morte do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, à margem do acto de encerramento do seminário sobre a “Regulação e Constituição” a que presidiu no Campus da Universidade de Santiago, na Praia.
O Presidente da República revelou à imprensa que foi com “tristeza” que recebeu a notícia do desaparecimento físico daquele diplomata.
Na sua perspectiva, José Filomeno dava um “grande prazer” aos seus interlocutores porque, sublinhou, falava com “muita propriedade” sobre política, economia e sobre geoestratégia”.
“Era um diplomata muito competente”, observou Neves, para quem, prossegue a Inforpress, Cabo Verde perdeu um “homem maiúsculo” e com a morte dele fica uma lacuna que será, com certeza, “impreenchível”.
O embaixador José Filomeno, acrescentou, é também uma inspiração para as jovens gerações de políticos.
Referindo-se à postura exemplar de José Filomeno, enquanto deputado, o chefe de Estado sublinhou que o debate tem de ser feito com “elevação”, um debate de ideias, com fundamentos e “não um debate de pessoas e de casos”.
Para Neves, o ex-embaixador constitui também “referência” para os jovens diplomatas.
“A diplomacia deve-se fazer com muito estudo, muito conhecimento, muito domínio dos dossiês, muito conhecimento do que se passa no mundo”, pontuou o Presidente da República, acrescentando que José Filomeno deixa igualmente “referências” para os jovens governantes porque, frisou, “ele era um homem que dominava os dossiês e trabalhava com muito profissionalismo e elevada competência”.
O chefe de Estado manifestou ainda a sua gratidão pelo “enorme contributo” que José Filomeno Monteiro deu para o crescimento de Cabo Verde.
Além de político e diplomata, José Filomeno de Carvalho Monteiro foi jornalista do extinto Jornal Voz di Povo, recordou a fonte deste jornal.

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