sábado, 17 outubro 2026

Guiné-Bissau: Sissoco Embaló garante que não haverá segunda

O porta-voz da candidatura de Umaro Sissoco Embaló às eleições presidenciais na Guiné-Bissau disse hoje que não haverá segunda volta, sem adiantar os resultados alcançados pelo atual Presidente da República na votação de domingo.

Óscar Barbosa exortou os guineenses "a manterem serenidade e que aguardem pela divulgação dos resultados das eleições pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), a ser feita na quinta-feira".

O porta-voz da candidatura de Embaló a um segundo mandato, Óscar Barbosa, falava em conferência de imprensa transmitida nas redes sociais, depois de outro candidato, Fernando Dias, ter dito hoje publicamente que ganhou as eleições na primeira volta das eleições que decorreram no domingo.

Óscar Barbosa afirmou que não pretende adiantar os resultados da votação atribuída pelos guineenses a Sissoco Embaló. No entanto, indicou que, pelos dados apurados pela sua equipa, "tudo indica que não haverá uma segunda volta" das presidenciais. 

"A CNE já disse que até quinta-feira os resultados serão divulgados (...), posso garantir-vos que não haverá segunda volta nas eleições presidenciais", declarou.

O porta-voz da candidatura de Embaló exortou os apoiantes do atual Presidente da República a aguardarem com serenidade pela divulgação dos resultados e garantiu que "o regime vai continuar" com as obras e "outras conquistas".

Óscar Barbosa saudou o povo guineense pela forma como decorreram as eleições legislativas, dentro da "acalmia, transparência e respeito pelas regras", frisou.

A Plataforma Republicana, constituída por partidos que apoiam Embaló, concorreu às legislativas nas eleições gerais de domingo, em que os guineenses foram chamados a escolher novo Presidente da República e os 102 deputados da Assembleia Nacional Popular.

Principais adversários do regime

O Supremo Tribunal de Justiça rejeitou as candidaturas daqueles que eram considerados os principais adversários do regime e nenhuma das forças políticas da anterior composição do parlamento concorreu a estas eleições.

Fernando Dias da Costa candidatou-se como independente às presidenciais e ganhou o apoio do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), depois do histórico partido da libertação da Guiné-Bissau e o líder Domingos Simões Pereira terem sido excluídos das eleições.

A maioria PAI-Terra Ranka, coligação liderada pelo PAIGC, foi afastada do poder com a dissolução da Assembleia, em dezembro de 2023, e o Presidente Embaló nomeou um Governo de iniciativa presidencial.

Dois anos depois, com o parlamento encerrado e o fim do mandato presidencial, Embaló convocou eleições gerais, presidenciais e legislativas, para 23 de novembro, que decorreram no domingo sem incidentes relatados.

Estas eleições decorreram sem a presença da comunicação social portuguesa que foi expulsa da Guiné-Bissau em agosto, com a decisão do Governo de suspender as delegações da Lusa, RTP e RDP.

Hoje, durante uma conferência de imprensa transmitida pelos órgãos de comunicação social guineenses, o comissário geral da Polícia da Ordem Pública, Salvador Soares, avisou que não serão toleradas manifestações sem que a CNE faça o anúncio dos resultados eleitorais. 

 

A Semana coom DW África/Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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