Sarkozy, 70 anos, deixou uma mensagem nas redes sociais em que disse que, enquanto se preparava para passar os muros do estabelecimento prisional, os seus pensamentos estavam com o "povo francês de todas as classes sociais e opiniões".
"Quero dizer-lhes, com a minha força inabalável, que não é um ex-Presidente da República que será preso esta manhã, é uma pessoa inocente", escreveu.
O antigo chefe de Estado foi considerado culpado por ter permitido que dois conselheiros do Ministério do Interior (equivalente ao Ministério da Administração Interna) iniciassem negociações em Tripoli com o objetivo de financiar secretamente a campanha presidencial de 2007. "Este é um caso de financiamento ilegal sem qualquer financiamento", realçou nesta mensagem. "Esta manhã, sinto uma profunda tristeza pela França, que se vê humilhada pela expressão de uma vingança que elevou o ódio a um nível sem precedentes", continuou.
Sarkozy garantiu que irá continuar a denunciar "este escândalo judicial" e o "caminho de sofrimento" que tem percorrido há mais de dez anos. "Sinto uma profunda tristeza pela França, que se vê humilhada pela expressão de uma vingança que elevou o ódio a um nível sem precedentes", disse ainda, rematando: "Não tenho dúvidas. A verdade triunfará. Mas o preço a pagar terá sido esmagador..."
O ex-presidente francês saiu de casa pelas 8h00, de mão dada com a mulher, Carla Bruni, onde uma multidão o aguardava e o apoiava. Seguiu então para o estabelecimento prisional de La Santé, onde depois do protocolo para novos reclusos, ficará nos próximos cinco anos.
Entretanto, os advogados de Sarkozy já apresentaram um pedido de libertação do ex-presidente, que recorreu da sentença. "Não há o risco de os acontecimentos se repetirem, não há o risco de destruição de provas, não há o risco de pressionar as testemunhas", justificou o advogado Christophe Ingrain.
A Semana com Diário de Notícias

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