sábado, 17 outubro 2026

Ensino/PCFR:Sindep defende que jardim de infância deve ser assumido pelo Ministério da Educação e não pelas câmaras municipais

“Há algumas câmaras com maior possibilidade e que têm maior receita e aplicam um salário, e há outras câmaras que não têm a mesma capacidade financeira e nem sequer pagam um salário mínimo nacional. Daí que é uma obrigação do Estado em assumir a educação da infância também”, enfatizou Jorge Cardoso.

Em declarações à Inforpress, a propósito do início do processo de actualização salarial dos professores, Jorge Cardoso considera que com a implementação deste novo PCFR é necessário que o Governo crie as condições e obrigue as câmaras municipais a cumprirem com essas docentes, ou seja, com as monitoras de Jardim de Infância.

“Para nós, para qualquer professor, independentemente de estar no pré-escolar, no básico, no secundário ou superior, a consideração é igual. A implementação do PCFR, no geral, é para todos os trabalhadores, inclusive, as monitoras, mesmo estando sob a responsabilidade das câmaras”, frisou.

O sindicalista questionou ainda o facto de o Governo ter feito a actualização salarial dos professores afetos ao Ministério da Educação, que vão ser pagos com retroactivos a Janeiro de 2025, e de não ter feito o mesmo com as monitoras.

“Fez-se muita propaganda de que as monitoras que não têm licenciatura passariam a ter um salário de 37 mil escudos enquanto as com o grau de licenciadas 73 mil escudos”, afirmou, sublinhando que todos merecem igual tratamento.

O presidente do Sindep destacou a importância do pré-escolar na vida de qualquer pessoa, lembrando que é no pré-escolar que se inicia o processo de aprendizagem, apelando que esta classe deve ser mais valorizada, igual aos professores do ensino básico e secundário.

Jorge Cardoso lembrou que o Sindep nunca esteve de acordo com a diferenciação que se fez no PCFR, em que as monitoras com licenciatura auferiam um salário de 73 mil, contrariamente aos dos professores que têm licenciatura para o ensino básico e secundário.

“Para nós é uma grande injustiça, é um descaso com as educadoras de infância. Mas nós continuamos porque sabemos que a luta sindical é contínua e nada está perdido e ganho”, alertou.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
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