“Hoje, durante o meu footing matinal, um senhor abordou-me, querendo saber do Presidente da República o porquê da Achadinha estar sem água durante tantos dias. Pediu licença aos seguranças para educada e directamente colocar-me a questão”, começou por contextualizar o chefe de Estado, na sua página da rede social Facebook.
Explicando, com “alguma hesitação”, que o Presidente “não é Governo, não cuida directamente deste tipo de problemas que se referem mais à governança do país”, José Maria Neves vincou, porém, que embora não tenha poder executivo, “deve cuidar, por inteiro, da vida da República e, por conseguinte, do abastecimento da água e da electricidade, da limpeza das cidades, da política de solos ou de habitação, da prestação dos serviços de saúde e da educação ou dos transportes interilhas”.
José Maria Neves afirmou estar “deveras preocupado com a clara degradação de muitos desses serviços, pondo em causa a coesão territorial e social, a competitividade das empresas e a qualidade de vida das pessoas”.
“Temos de estar atentos às interpelações que os cidadãos e a sociedade civil fazem ao Presidente e aos governantes a todos os níveis sobre as prestações públicas e introduzir correcções lá onde se mostrarem necessárias”, acrescentou Neves.
O chefe de Estado fez questão ainda de sublinhar que a “arrogância e o autismo em sociedades democráticas pagam-se caro, já porque erodem as instituições, já porque minam a confiança entre aqueles que governam e a sociedade e quebram o elo de esperança num futuro melhor”.
A Semana com Inforpress

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