domingo, 18 outubro 2026

Trump atualiza mapa de tarifas, mas adia entrada em vigor para 7 de agosto

No entanto, as novas taxas, que vão dos 10% aos 50%, só entrarão em vigor no dia 7 de agosto, após um adiamento de sete dias anunciado pela Casa Branca, alargando um pouco a margem para negociações - o que significa que também as novas tarifas de 15% acordadas com a União Europeia entram em vigor só no dia 7.

Segundo a ordem executiva publicada, o Brasil será um dos países mais penalizados, com tarifas de 50% sobre uma vasta gama de produtos — embora setores estratégicos como aviação, energia e sumo de laranja fiquem temporariamente isentos da sobretaxa de 40% adicionada aos 10% base. A medida é vista como uma retaliação à investigação judicial que envolve Jair Bolsonaro, aliado próximo de Trump.

O Canadá também foi visado, com o agravamento de tarifas de 25% para 35%, com Trump a acusar Ottawa de falhar no controlo da entrada de narcóticos nos EUA, segundo a Reuters. A medida, no entanto, está sobretudo a ser conotada com o descontentamento de Trump face ao anúncio canadiano de que prepara o reconhecimento do estado da Palestina. O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, mostrou-se “profundamente desapontado” e prometeu diversificar os destinos das exportações canadianas.

Em contraste, o México conseguiu evitar por agora um agravamento de tarifas de 30% sobre bens não automóveis e não metálicos, após um telefonema de última hora entre Trump e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

A Índia enfrentará uma tarifa de 25% após o fracasso nas negociações, centradas no acesso ao seu setor agrícola. Trump também ameaçou impor sanções adicionais devido às importações indianas de petróleo russo, o que provocou forte instabilidade política e cambial em Nova Deli.

Já a Suíça enfrenta tarifas de 39%. Para fabricantes de chocolate suíços, como a Lindt, e fabricantes de relógios como Swatch Group e Rolex SA, os impostos mais altos ameaçam prejudicar as vendas no maior mercado consumidor do mundo, lembra a Bloomberg. Os produtos farmacêuticos representaram quase metade das exportações de produtos suíços para os Estados Unidos em 2024,

Trump justificou as medidas com “desequilíbrios comerciais persistentes” e invocou poderes de emergência para contornar o Congresso. Apesar do impacto potencial, os mercados reagiram com relativa moderação, já que muitos investidores antecipavam uma nova vaga de protecionismo.

Os EUA mantêm ainda negociações com a China, com um prazo final a 12 de agosto para chegar a acordo.

Segundo fontes da administração, estão também em curso conversações com outros países para tentar mitigar o impacto das tarifas antes da sua entrada em vigor.

 

A Semana com Diário de Notícias

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
12 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

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