domingo, 18 outubro 2026

Canadá e Malta declaram que vão reconhecer a Palestina, juntando-se a França e ao Reino Unido

A decisão de reconhecer a Palestina como Estado surge no seguimento de um novo impulso na Europa para pressionar Israel a pôr termo à sua guerra devastadora em Gaza, que provocou uma fome generalizada na faixa de Gaza, bem como à expansão dos colonatos na Cisjordânia.

"O nível de sofrimento humano em Gaza é intolerável", afirmou o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, após uma reunião do governo na quarta-feira, sublinhando a necessidade de cooperação internacional para garantir a paz e a estabilidade duradouras na região.

"O Canadá está empenhado há muito tempo numa solução de dois Estados. Um Estado palestiniano independente, viável e soberano, que viva em paz e segurança ao lado do Estado de Israel", acrescentou.

Em contrapartida, o Canadá quer ver "reformas muito necessárias" na governação da Autoridade Palestiniana, incluindo a realização de eleições gerais em 2026, sem a participação do grupo militante Hamas.

"O Canadá vai aumentar os seus esforços para apoiar uma governação democrática forte na Palestina", concluiu Carney.

Malta há muito que apoia a soberania palestiniana e a autodeterminação dos seus cidadãos. Christopher Cutajar, secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Malta, fez o anúncio numa conferênciadas Nações Unidas sobre a solução de dois Estados.

"Como agentes responsáveis, temos o dever de trabalhar para passar da teoria à prática o conceito de uma solução de dois Estados", afirmou Cutajar.

A declaração surge um dia depois de o primeiro-ministro Keir Starmer ter anunciado que o Reino Unido iria reconhecer formalmente o Estado da Palestina antes da reunião anual dos líderes mundiais na Assembleia Geral de 193 membros, em setembro.

O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou uma semana antes a decisão do seu país de formalizar o reconhecimento da Palestina em setembro, o que faria de Françao primeiro país do G7 e o primeiro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU a reconhecer a Palestina.

147 Estados membros das Nações Unidas, incluindo dez Estados membros da União Europeia, já reconhecem o Estado da Palestina.

O ato implica o reconhecimento da soberania e da independência da Palestina dentro das suas fronteiras anteriores à guerra do Médio Oriente de 1967. Estas incluem a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

Israel opôs-se a uma solução de dois Estados e boicotou a conferência da ONU realizada em Nova Iorque, juntamente com o seu aliado mais próximo, os Estados Unidos.

 

A Semana com Euronews 

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

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