domingo, 18 outubro 2026

Israel aprova plano para retomar acesso a ajuda humanitária em Gaza

 

De acordo com o diário Israel Hayom, o gabinete também aprovou aumentar gradualmente a pressão militar sobre o enclave e pressionar o Hamas a aceitar um cessar-fogo.

Israel bloqueou, em março, o acesso de ajuda humanitária a Gaza para impedir o Hamas de aceder ao material que entra na Faixa.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, conhecido por ser ultranacionalista, disse durante a reunião que "não há necessidade de introduzir ajuda [em Gaza]" e que "os armazéns de alimentos do Hamas devem ser bombardeados", provocando o que a imprensa local descreveu como uma discussão acalorada com o chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir.

"[Essa posição] coloca-nos em perigo. O direito internacional existe e vincula-nos. Não podemos matar a Faixa de Gaza de fome. As suas declarações são perigosas", terá dito o chefe do exército, segundo a emissora israelita Canal 12.

Este é o maior bloqueio de Israel no enclave desde o início da ofensiva.

Paralelamente, a agência noticiosa AFP dá conta de que o gabinete político de segurança israelita aprovou a possibilidade de "distribuição humanitária, se necessário" na Faixa de Gaza, uma decisão marcada por discussões, uma vez que alguns ministros terão defendido que há comida suficiente em Gaza.

Organizações internacionais de ajuda humanitária dizem que estão a ficar sem tudo na Faixa de Gaza, devastada por mais de um ano e meio de guerra entre o movimento islâmico palestiniano Hamas e Israel.

Antes do cessar-fogo, a entrada de ajuda era significativamente limitada: a agência da ONU para refugiados palestinianos (UNRWA) registou o acesso de cerca de 92 camiões por dia em Gaza em novembro de 2024, enquanto antes da guerra era de cerca de 500, o que já era considerado insuficiente.

"O gabinete decidiu ontem [domingo] à noite expandir a operação militar dentro de Gaza, não para manter a segurança de Israel, mas para salvar Netanyahu e o seu governo extremista", denunciou Yair Golan, líder dos democratas progressistas, na rede social X.

Hoje o jornal Ahronot noticiou que a expansão das operações em Gaza passa pela ocupação de mais território no enclave e pela deslocação forçada da sua população para sul, onde o exército já ocupou uma grande parte do território ao apoderar-se da cidade de Rafah.

A "zona humanitária" de Mawasi (sul), que o exército descreveu como segura para os deslocados, deixou de ser considerada como tal por Israel a 18 de março.

"Estamos a passar do método das incursões para o método da ocupação do território e da sua permanência", declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante a reunião, cita o jornal Ahronot.

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
12 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport