domingo, 18 outubro 2026

Taxas de Trump são desafio para cadeias de abastecimento na China - empresas europeias

“Nos últimos anos, muitas empresas têm estado a rever o estado das suas cadeias de abastecimento para identificar vulnerabilidades às crescentes tensões geopolíticas e comerciais, procurando fornecedores alternativos. Esta última ronda de taxas é suscetível de afetar certos elementos das cadeias de abastecimento de alguns dos nossos membros”, afirmou o organismo, em comunicado.

A Câmara advertiu que, tendo em conta as transações de bens ou componentes entre os EUA e a China, estas últimas taxas criarão “grande incerteza” para as empresas europeias no país asiático.

“Qualquer reestruturação das cadeias de abastecimento não será possível de um dia para o outro e será necessário tempo para compreender o impacto total destas taxas”, acrescentou.

As novas taxas de 34% impostas por Trump à China fazem deste país um dos mais tributados do mundo pelos EUA, pelo que se espera que as empresas europeias na China façam ajustes para “eliminar a dependência de fornecedores de fonte única” ou evitar “a produção totalmente localizada na China”.

Trump anunciou na quarta-feira que o seu país irá impor taxas de 34% à China, para além das taxas de 20% já em vigor, tornando as importações chinesas sujeitas a uma taxa total de 54%.

O Presidente dos EUA assinou na quarta-feira uma ordem executiva que estabelece uma taxa mínima de 10% sobre dezenas de países em todo o mundo e uma taxa adicional sobre os que Washington considera “piores infratores” pelas suas barreiras comerciais e fiscais aos produtos norte-americanos.

No início de março, a China anunciou taxas alfandegárias de 10% e 15% sobre os produtos agrícolas americanos, em retaliação contra as taxas de 20% impostas por Trump.

Acrescentou também um grupo de empresas americanas à sua lista de controlo das exportações e outro à sua lista de entidades não fiáveis.

Na sua primeira presidência (2017-2021), Trump manteve uma relação tensa com Pequim, impondo várias rondas de taxas no valor de cerca centenas de milhares de milhões de dólares de importações oriundas da China, às quais o país asiático respondeu com taxas sobre as exportações dos EUA.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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