sábado, 17 outubro 2026

Ucrânia aceita cessar-fogo de 30 dias

"A Ucrânia manifestou a sua disponibilidade para aceitar a proposta dos Estados Unidos de declarar um cessar-fogo imediato de 30 dias, que pode ser prolongado por acordo mútuo entre as partes e está sujeito à aceitação e posterior implementação pela Federação Russa", refere a declaração.

O texto refere que os Estados Unidos comunicarão às autoridades de Moscovo "que a reciprocidade russa é fundamental para alcançar a paz".

O entendimento prevê igualmente o levantamento da suspensão da partilha de dados dos serviços de informação norte-americanos com as autoridades ucranianas.

A declaração conjunta destaca ainda a importância de tomar, durante o cessar-fogo proposto, medidas humanitárias como "a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de civis detidos e o regresso de crianças ucranianas transferidas à força" para territórios sob controlo russo ou para a Federação Russa.

Ambas as delegações concordaram também em nomear as respetivas equipas de negociação para um processo de paz com a Rússia.

Após o diálogo das delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia em Jeddah, na Arábia Saudita, as partes também se comprometeram a chegar “o mais depressa possível” a um acordo sobre “exploração conjunta dos recursos minerais ucranianos”.

Este acordo deverá permitir "a expansão da economia ucraniana" e que o país invadido pela Rússia receba garantias de "prosperidade e segurança a longo prazo" e, por outro lado, que Washington recupere o valor da ajuda financeira e militar transferida para Kiev durante a guerra.

O documento assianala ainda que a Ucrânia pediu na reunião que a Europa seja incluída no processo de paz.

O chefe da diplomacia de Washington, Marco Rubio, disse que a Ucrânia aceitou iniciar “negociações imediatas” com a Rússia e indicou que a proposta de acordo será agora partilhada com Moscovo.

“A Ucrânia está disposta a parar de disparar e começar a conversar e agora caberá a eles [russos] dizer sim ou não. Espero que digam sim e, se disserem, penso que teremos feito muitos progressos. Se disserem não, então saberemos, infelizmente, qual é o impedimento para a paz ", comentou Rubio sobre a etapa seguinte das conversações para o fim das hostilidades.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Waltz, observou por seu lado que, após este acordo,passou-se da questão de “saber se a guerra terminará para a forma como terminará".

O anúncio em Jeddah surge após representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos encetarem negociações sobre o fim da guerra, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa.

A Rússia ainda não se pronunciou sobre a questão.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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