segunda-feira, 19 outubro 2026

Presidente chinês reconhece que economia do país enfrenta muitas dificuldades

“Atualmente, o impacto adverso das mudanças externas agravou-se e a economia chinesa enfrenta muitas dificuldades e desafios”, escreveu Xi Jinping num artigo publicado na revista do Partido Comunista Chinês (PCC), Qiushi.

“Mas devemos também reconhecer que os fundamentos económicos da China permanecem sólidos, com muitas vantagens, forte resiliência e potencial real”, ressalvou o líder chinês.

“As condições favoráveis para o crescimento a longo prazo e a trajetória global positiva não se alteraram”, acrescentou.

Milhares de representantes de toda a China reunir-se-ão em Pequim a partir da próxima semana para dar início à grande sessão legislativa anual do país, um dos acontecimentos políticos mais importantes do ano.

Os líderes chineses deverão elaborar medidas em resposta ao anúncio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor taxas alfandegárias adicionais de 10% sobre as importações chinesas.

A direção do PCC afirmou hoje também que em 2025 vai dar prioridade à estabilização da economia e a medidas de “prevenção de riscos”, visando assegurar a recuperação da segunda maior economia do mundo.

Os 24 membros do Politburo do PCC reafirmaram, durante uma reunião de trabalho, a sua intenção de “redobrar os esforços” com políticas para estabilizar o setor imobiliário e as praças financeiras.

“Vamos antecipar e resolver os riscos em áreas-chave, bem como os choques que possam vir do exterior, com o objetivo de alcançar uma recuperação económica contínua”, acrescentou o órgão, de acordo com a agência noticiosa oficial Xinhua.

A meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é todos os anos o 'prato forte' da sessão plenária da APN, que serve ainda para aprovar legislação ou o orçamento de Estado.

A China alcançou o seu objetivo de crescimento anual de 5% em 2024, mas ainda está a tentar repor o dinamismo da sua economia num contexto de débil consumo interno e uma profunda crise imobiliária, que suscitaram riscos de deflação.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

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jcf
13 dias atrás

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joão do rosário
15 dias atrás

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