sábado, 17 outubro 2026

MNE chinês pede à ONU que “evite fragmentação” na Síria

Após uma reunião com o seu homólogo egípcio, Badr Abdelatty, Wang disse em conferência de imprensa que, dada a "situação caótica" no Médio Oriente, a China considera que é "imperativo respeitar a soberania dos países da região", "procurar soluções e deixar de atiçar as chamas" com vista a "pôr fim à violência" nas zonas de conflito, segundo um comunicado emitido pelo seu ministério.

 

Wang apelou a que a questão palestiniana "não seja marginalizada" e pediu que "se evitem ações que conduzam a uma deterioração da situação e à criação de obstáculos a um cessar-fogo".

"A comunidade internacional deve ajudar a região a melhorar a situação humanitária e a aliviar o sofrimento do seu povo. Devemos sobretudo evitar que se repitam os fluxos de refugiados na Síria", afirmou o alto diplomata da China, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, juntamente com a Rússia, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês sublinhou a importância de "manter o impulso da reconciliação regional estimulado pelo reatamento das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irão", que Pequim mediou em 2023, destacando a sua crescente influência na região.

"Qual é o futuro do Médio Oriente? Esta é, acima de tudo, uma questão a que todos os países da região devem responder", declarou Wang, que lamentou que esta zona "tenha sido durante muito tempo vítima dos jogos das grandes potências e se tenha mesmo tornado vítima de conflitos geopolíticos, uma injustiça histórica que não deve continuar".

O ministro chinês sublinhou ainda a urgência de "respeitar a soberania e a integridade territorial dos países da região" e de "construir uma nova arquitetura de segurança sustentável".

Wang manifestou a sua convicção de que a comunidade internacional deve "ajudar os países da região a encontrar soluções para os seus conflitos, tendo em conta factos objetivos e a justiça internacional, em vez de agir em seu nome".

Nos últimos dias, a China sublinhou a importância de "o futuro e o destino da Síria serem decididos pelo povo sírio", após a queda do regime de Bashar al-Assad, deposto na semana passada pelas forças da oposição, ao mesmo tempo que manifestou esperança de que a estabilidade "regresse o mais rapidamente possível" ao país.

Pequim manifestou, no ano passado, o seu apoio a uma solução de "dois Estados" para o conflito israelo-palestiniano, bem como a sua "consternação" face aos ataques israelitas contra civis.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
11 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
13 dias atrás

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