quarta-feira, 14 outubro 2026

“Gratuitidade do ensino superior é um alívio para a Universidade de Cabo Verde” – reitora

A reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) considerou esta sexta-feira, no Mindelo, que a gratuitidade do ensino superior constitui “um alívio” para a instituição, tendo em conta a sua “elevada dependência das propinas” dos estudantes.

 

Questionada sobre se a gratuitidade significa que o Governo vai assumir o pagamento das propinas dos estudantes abrangidos pela medida, Astrigilda Silveira respondeu que, havendo isenção de propinas para os níveis de ensino referidos, caberá ao Estado assumir esse encargo.

 

Astrigilda Silveira falava após dar posse à nova vice-reitora para o Planeamento Estratégico, Avaliação e Transformação Institucional, Maria Zenaida Leite.

A reitora informou que a gratuitidade abrange os cursos de Licenciatura, os cursos de Estudos Superiores Profissionalizantes e o curso de Mestrado Integrado em Medicina.

“Para a Universidade de Cabo Verde é muito bom porque nós dependemos 64,2 por cento (%) da propina dos estudantes e o Estado participava com 32% do nosso orçamento de funcionamento. Portanto, é um alívio”, afirmou.

Segundo a reitora, a medida representa uma mudança no financiamento da instituição, pelo que a Uni-CV está a trabalhar os seus documentos estratégicos e a organizar-se internamente para apoiar o Governo no cumprimento das metas estabelecidas no seu programa.

Questionada sobre se a gratuitidade significa que o Governo vai assumir o pagamento das propinas dos estudantes abrangidos pela medida, Astrigilda Silveira respondeu que, havendo isenção de propinas para os níveis de ensino referidos, caberá ao Estado assumir esse encargo.

A reitora referiu ainda que a Uni-CV está a trabalhar na revisão dos seus estatutos, processo que deverá definir as unidades orgânicas da instituição e orientar o seu futuro rearranjo.

“Quando assumimos a Universidade de Cabo Verde, deixamos muito bem claro no nosso programa de acção de candidatura que nós deveríamos definir uma missão da universidade na Praia, em Cruz Grande, na Assomada, em São Vicente e no Centro Recurso Integrado nas ilhas do Fogo e Brava”, explicou.

Para São Vicente, avançou, a intenção é definir uma missão adequada às especificidades da ilha e da região do Barlavento.

“Nós queremos uma missão para São Vicente que seja adequada ao contexto da ilha e à região do Barlavento”, afirmou Astrigilda Silveira, para quem o resultado da revisão dos estatutos deverá estar concluído no próximo mês.

Segundo a reitora, essa revisão está a ser feita com auscultação da comunidade académica interna e de intervenientes externos, seguindo-se a discussão e aprovação no Conselho da Universidade e um diálogo estratégico com o Governo.

Sobre a possibilidade de integração dos institutos da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) na Uni-CV, anunciada recentemente pelo ministro da Educação durante uma visita a São Vicente, a reitora afirmou que a decisão caberá aos órgãos competentes da universidade.

“Nós temos o Conselho Máximo da Universidade de Cabo Verde, a quem caberá decidir sobre o destino da Universidade de Cabo Verde”, declarou a mesma fonte que, no entanto, garantiu que a instituição está disponível para dialogar com o Governo sobre o futuro do ensino superior em Cabo Verde e para a região do Barlavento.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
8 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
11 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport