O candidato a Presidente do Brasil Flávio Bolsonaro (PL) disse estar “muito feliz” com o resultado na primeira volta nas eleições de domingo, declarou “ser o fim da era do PT” e que o “povo quer mudança”.
Com 99,85% das urnas contabilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, Flávio Bolsonaro conta com 47,07% dos votos válidos, à frente do líder de esquerda, o atual Presidente, Lula da Silva, que tenta a reeleição e que ficou no segundo lugar com 45,12%.
“Estou muito confiante com a possibilidade real de que, daqui a três semanas, iremos vencer”, declarou, afirmando que Lula da Silva “só quer poder”.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro mostrou-se confiante na vitória na segunda volta, em 25 de outubro, e prometeu fazer “uma campanha limpa”.
Flávio referiu ainda a crise no Supremo Tribunal Federal brasileiro, a qual, disse, foi determinante para que os brasileiros votassem nele para uma mudança, uma vez que, caso seja eleito, poderá indicar quatro novos juízes até 2030.
Disse ainda ser o único candidato que defendeu o fim da possibilidade de reeleição do Presidente, e que só precisa de um mandato para cuidar do povo brasileiro.
“Eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo. Para atacar os problemas reais do Brasil”, declarou à imprensa e a apoiantes durante o pronunciamento feito no seu comité de campanha em Brasília.
A Câmara de Comércio de Sotavento (CCS) recebe, no próximo dia 5 de outubro, uma Delegação da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura de Dakar (CCIAD), para um encontro empresarial destinado a reforçar as relações económicas e comerciais entre Cabo Verde e Senegal.
A iniciativa, segundo a fonte deste jornal digital em comunicado remetido, visa reforçar as trocas comerciais entre Cabo Verde e Senegal, promovendo novas oportunidades de negócio, parcerias e acesso a fornecedores competitivos.
Conforme adiantou a instituição, no encontro será igualmente abordada a dinamização da ligação marítima Dakar—Praia, com vista a facilitar a circulação de mercadorias e fortalecer as relações comerciais entre os dois mercados.
Conforme explicou a nossa fonte, esta iniciativa surge na sequência de duas missões realizadas pela CCS ao Senegal nos últimos meses, no âmbito dos esforços da instituição para aproximar os empresários dos dois mercados, identificar oportunidades de negócio e promover novas formas de cooperação entre o setor privado cabo- verdiano e senegalés.
O encontro que acontece às 10h30, na sede da CCS na Praia, está previsto igualmente a assinatura de um Protocolo de Cooperação entre a CCS e a CCIAD, que deverá reforçar a articulação entre as duas instituições e criar bases para o desenvolvimento de futuras iniciativas conjuntas em benefício do setor privado.
O encontro contará com a participaqäo de empresários associados da CCS e de representantes de empresas senegalesas ligadas a diferentes setores de atividade, nomeadamente agroalimentar, agricultura, construção e BTP, materiais de construçäo, logística e transportes, marítimo e pescas, indústria e recursos humanos.
A primeira vodka premium produzida em Cabo Verde vê a sua excelência novamente reconhecida internacionalmente pelo painel de jurados independentes da prestigiada revista The Spirits Business.
«Esta Medalha de Ouro no The Luxury Masters valida internacionalmente a nossa paixão pelo detalhe e comprova que Cabo Verde consegue produzir destilados ao nível do que melhor se faz no mundo", sublinha a administração da destilaria em comunicado. "É um orgulho enorme levar a bandeira do nosso país ao topo do panorama global de bebidas espirituosas."
A Prosperous vodka alcançou um marco histórico para o setor de bebidas espirituosas ao conquistar a prestigiada Medalha de Ouro na edição de 2026 do The Luxury Masters. O concurso global, organizado pela revista britânica The Spirits Business, é inteiramente dedicado a avaliar e premiar as melhores marcas do segmento de luxo e super premium do mundo.
Conforme a nota enviada ao ASemanaonline,a bebida de origem cabo-verdiana superou uma rigorosa avaliação em regime de prova cega (blind tasting), o processo foi conduzida por um painel exclusivo de especialistas independentes, que integrou jornalistas, compradores e bartenders de referência internacional. Este selo de excelência destaca a qualidade superior e o perfil sensorial único da Prosperous, colocando-a em competição direta com os nomes mais conceituados do mercado global.
Produzida pela Kriol Distiller na cidade da Praia, a Prosperous diferencia-se como a primeira vodka premium produzida inteiramente em Cabo Verde. A sua receita inovadora utiliza como base trigo de alta qualidade, combinado com a pureza da prestigiada água de “Trindade”, passando por um meticuloso processo de destilação e uma filtração em cobre que remove as impurezas e preserva um caráter único.
«Esta Medalha de Ouro no The Luxury Masters valida internacionalmente a nossa paixão pelo detalhe e comprova que Cabo Verde consegue produzir destilados ao nível do que melhor se faz no mundo", sublinha a administração da destilaria em comunicado. "É um orgulho enorme levar a bandeira do nosso país ao topo do panorama global de bebidas espirituosas."
Com este reconhecimento em Londres, a marca consolida uma trajetória de rápido crescimento no mercado. Desde a sua fundação, a Prosperous tem conquistado a preferência de especialistas e consumidores pela sua autenticidade e pelo respeito rigoroso pelos mais elevados padrões de destilação.
O Alto Comando Militar, que protagonizou o golpe de Estado de Novembro do ano passado na Guiné-Bissau, emitiu um comunicado esta quinta-feira (1), a anunciar que "não estão reunidas as condições de segurança" para garantir o regresso do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló. Nas redes sociais, uma das contas atribuídas a Umaro Sissoco Embaló publica um texto em que reage ao comunicado dos militares e em que anuncia aguardar o levantamento das restrições.
“Esperamos, por isso, que estas restrições sejam ultrapassadas brevemente e que todos os cidadãos e candidatos possam exercer os seus direitos e preparar-se, em liberdade e segurança, para a nova realidade eleitoral”, pode ler-se.
No comunicado divulgado esta quinta-feira, o Alto Comando Militar - que dirige a Guiné-Bissau desde o golpe de Novembro - escreve “que não estão, por enquanto, reunidas as condições de segurança necessárias para garantir o regresso ao território nacional do antigo Presidente da República”.
A decisão – acrescenta o documento - fundamenta-se “exclusivamente em razões de segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações susceptíveis de comprometer a estabilidade e tranquilidade social”.
Por outro lado, os militares reiteram que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no âmbito da Transição Política, nomeadamente a proibição de manifestações, concentrações e aglomerações de cariz político até nova determinação das autoridades competentes. O documento alerta que "qualquer acto de desacato ou incumprimento" destas normas "será da inteira responsabilidade dos respectivos autores".
Em reacção, no Facebook, uma das contas atribuídas a Umaro Sissoco Embaló publica um texto em que reage ao comunicado dos militares e em que anuncia aguardar o levantamento das restrições. “Esperamos, por isso, que estas restrições sejam ultrapassadas brevemente e que todos os cidadãos e candidatos possam exercer os seus direitos e preparar-se, em liberdade e segurança, para a nova realidade eleitoral”, pode ler-se.
A publicação apela, ainda, aos “apoiantes, simpatizantes e a todos os guineenses para que permaneçam serenos, firmes e determinados, abstendo-se de qualquer comportamento que possa provocar instabilidade, insegurança ou confrontos”.
Umaro Sissoco Embaló foi deposto pelos militares no dia 26 de Novembro de 2025, naquilo que a oposição chamou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa. Embaló foi derrubado num golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
No início desta semana, Umaro Sissoco Embaló anunciou nas redes sociais o seu "regresso voluntário ao país" no domingo 4 de Outubro. Depois, numa entrevista à revista Jeune Afrique, anunciou que será candidato nas eleições presidenciais de 06 de Dezembro.
A presidente do Instituto do Património Cultural (IPC) afirmou hoje que o embargo das obras da Praça Nova, em São Vicente, resulta de uma exigência legal e da ausência do pedido de parecer por parte da câmara.
A presidente do IPC sublinhou que o embargo resulta do cumprimento da missão estatutária da instituição, relacionada com a salvaguarda e protecção dos sítios e monumentos classificados como património nacional.
Em declarações à Inforpress, Ana Samira Silva explicou que a Praça Nova integra o Centro Histórico do Mindelo, classificado como Património Nacional desde 2012, pelo que qualquer intervenção numa área classificada carece de parecer vinculativo do IPC.
Segundo a responsável, o IPC tomou conhecimento da intervenção quando os trabalhos já decorriam e entrou em contacto com a Câmara Municipal de São Vicente para obter informações sobre o projecto e alertar para a sensibilidade patrimonial do espaço.
“Como a câmara não fez este pedido de parecer e o IPC, ao tomar conhecimento de que a obra estava a decorrer, nós entrámos em contacto com a câmara municipal a solicitar informações daquilo que estava a ser feito”, afirmou.
Ana Samira Silva acrescentou que, mesmo assim, os trabalhos prosseguiram durante alguns dias, tendo o IPC posteriormente determinado o embargo, por entender que “a intervenção ultrapassa uma simples obra de beneficiação e introduz novos elementos” no espaço, “algumas estruturas construídas com blocos de cimento e que eventualmente terão cobertura de betão”.
A presidente do IPC explicou ainda que a primeira comunicação dirigida à câmara ocorreu a 18 de Agosto, em que foi solicitado o envio do projecto de intervenção para avaliação técnica e emissão do respectivo parecer.
Segundo a mesma fonte, o município remeteu inicialmente um plano sumário da intervenção.
Contudo, assinalou, a equipa técnica do IPC considerou que o processo estava incompleto, por faltar documentação, designadamente desenhos, medições e cortes.
“Só hoje é que o IPC está, neste momento, em condições de avançar com a avaliação daquilo que é a pretensão da câmara em relação à intervenção”, afirmou Ana Samira Silva, para quem o processo será analisado pela equipa de arquitectos e conservadores.
A presidente do IPC sublinhou que o embargo resulta do cumprimento da missão estatutária da instituição, relacionada com a salvaguarda e protecção dos sítios e monumentos classificados como património nacional.
Ana Samira Silva explicou que a preocupação do instituto é assegurar que a intervenção preserve o aspecto paisagístico, visual, harmónico e patrimonial da Praça Nova, inserida no perímetro classificado como Património Nacional.
Questionada sobre as alegações de motivações políticas por detrás do embargo, citadas pelo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, a presidente do IPC rejeitou essa interpretação e afirmou que a instituição actua no quadro das suas atribuições legais.
“O Instituto do Património Cultural é uma instituição técnica. Toda a nossa actuação orienta-se no quadro do cumprimento do nosso estatuto e também do cumprimento das nossas responsabilidades”, declarou.
Ana Samira Silva citou ainda o artigo 18.º do Regime Jurídico do Património Cultural, segundo o qual os imóveis classificados ou em vias de classificação carecem de parecer das autoridades competentes para intervenções de restauro ou obras de requalificação.
A mesma fonte garantiu ainda que o IPC procurará ser célere na análise do projecto, tendo em conta a proximidade da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi), que utiliza a Praça Nova como principal palco de realização.
O fotógrafo João Paulo Tavares exortou hoje para a necessidade de se preservar e dar visibilidade às histórias de vida de pessoas que chegaram aos 100 anos, valorizando a memória, identidade e o legado das diferentes gerações cabo-verdianas.
A mensagem surge no âmbito do Dia Internacional do Idoso, que este ano tem como lema “A era da longevidade: repensar os sistemas para uma vida mais longa”, um tema que, segundo o fotógrafo, deve levar a uma reflexão não apenas sobre o futuro, mas também sobre a valorização dos anos já vividos.
Em mensagem partilhada com a Inforpress, a propósito do Dia Internacional do Idoso, assinalado hoje, João PauloTavares defendeu que a sociedade deve olhar para os idosos não apenas como pessoas que precisam de cuidados, mas também como “bibliotecas vivas”, detentoras de experiências, conhecimentos e memórias que devem ser transmitidos às novas gerações.
“Não esperemos que alguém complete cem anos para reconhecer o valor da sua história. Comecemos hoje. Ouçamos os nossos idosos. Sentemo-nos ao lado deles. Perguntemos pelas suas histórias. Registamos as suas memórias. Valorizemos os seus ensinamentos”, apelou.
Para o fotógrafo, cuidar da memória dos idosos significa também preservar a própria identidade de Cabo Verde, uma vez que cada história de vida representa parte do percurso social, cultural e familiar do país.
Considerou, por isso, que o envelhecimento deve ser encarado para além da dimensão dos cuidados, defendendo uma sociedade em que os idosos sejam igualmente “escutados, respeitados, valorizados e incluídos”.
A mensagem surge no âmbito do Dia Internacional do Idoso, que este ano tem como lema “A era da longevidade: repensar os sistemas para uma vida mais longa”, um tema que, segundo o fotógrafo, deve levar a uma reflexão não apenas sobre o futuro, mas também sobre a valorização dos anos já vividos.
Neste contexto, João Paulo Tavares recordou o projecto “Os Centenários de Cabo Verde”, criado a 01 de Outubro de 2023, com o propósito de registar, através da fotografia e das histórias de vida, o percurso de cabo-verdianos que chegaram aos 100 anos.
Desde o seu lançamento, o projecto já levou a exposição a algumas ilhas de Cabo Verde e também à diáspora cabo-verdiana, permitindo dar visibilidade às histórias e aos rostos de pessoas que atravessaram diferentes períodos da história do país.
Segundo Tavares, por detrás de cada pessoa fotografada existe uma família, uma comunidade, uma época e um conjunto de experiências que merece ser preservado, razão pela qual o projecto não se limita ao registo fotográfico.
“Pretende ouvir, conhecer, preservar, homenagear e, acima de tudo, inspirar”, afirmou.
Apesar de ser uma iniciativa sem fins lucrativos, o fotógrafo manifestou a intenção de assegurar a continuidade do projecto, de modo a que mais histórias de centenários cabo-verdianos possam ser registadas e apresentadas ao público, tanto no arquipélago como na diáspora.
Neste Dia Internacional do Idoso, o fotógrafo deixa uma mensagem aos centenários e à população sénior cabo-verdiana, sublinhando que as suas vidas continuam a ter valor e que as suas histórias devem permanecer como parte da memória colectiva.
“Que cada centenário cabo-verdiano possa continuar a ser aquilo que sempre foi: uma história que merece ser contada, uma memória que merece ser preservada, e uma vida que continua a inspirar gerações”, concluiu.
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