Francisco Carvalho falava esta manhã no acto de lançamento da primeira pedra do projecto de ligação de água no bairro de São Pedro e Latada, no âmbito de um protocolo assinado entre a CMP e a Associação École Avénir Cap-Vert (AECV) e a Águas de Santiago (AdS).
Este projecto tem como objectivo melhorar o acesso à água potável para os residentes destas zonas.
Para Francisco Carvalho, esta iniciativa representa um passo "importante" no desenvolvimento infraestrutural da comunidade, para a promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida.
Acrescentou ainda que é "fundamental" concretizar esta iniciativa, que é o sonho tanto desta instituição e como também dos moradores locais. O apoio da diáspora foi "primordial" para executar este projecto em Cabo Verde, disse o autarca, para quem isto corresponde a um “sinal de amor”.
“Este projecto constitui motivo de grande celebração, pois os moradores que antes sofriam devido à falta de água, agora vão poder beneficiar deste bem”, realçou.
O presidente da CMP avançou ainda que este projecto de ligação de água, cujo prazo de execução é de 45 dias, vai continuar em outras zonas.
Adiantou também que tem outros projectos para estes bairros, nomeadamente a reabilitação das habitações, construção de casas de banho, apoio de criação de pequenos negócios e apoio para os jovens nos estudos através de bolsas em parceria com escolas de formação de outros países.
Por sua vez, a presidente da Associação Écoles Avénir Cap-Vert, Adriana Mendes, considerou que a ligação de água para esta comunidade traz "grande vantagem" sobretudo para as pessoas mais velhas que não têm condições para procurar água para sobreviver, principalmente para a parte de higienização.
“É de louvar a concretização e ver a felicidade desses moradores. Este projecto foi um grande esforço de toda a equipa de voluntários desta associação na França que procuraram financiamento para melhorar a qualidade de vida desses moradores em Cabo Verde”, completou.
Fábio Lopes em representação da população de São Pedro Latada, manifestou a sua satisfação com a implementação do projecto de água domiciliária, sublinhando que a vida dos residentes destas zonas vai melhorar a partir de agora.
"Esta obra vai trazer dignidade para nós, porque gastamos muito dinheiro, de mil a 1300 escudos por tonelada de água, e tempo também para buscar este líquido", afirmou, considerando que isto vai trazer “grande alegria” sobretudo para as pessoas que não têm condições para comprar água todos os dias.
“A água é muito importante nas casas, sobretudo para fazer higienização”, sustentou.
Este morador aproveitou a oportunidade para apelar aos beneficiários desta comunidade para, quando receberem água nas suas casas, poupar e guardar.
A obra para o abastecimento de água e ligação domiciliária a 30 moradias e melhoria de eficiência hídrica nesta comunidade, está orçada em 4000 contos, com o prazo de execução de 45 dias.
A Semana com Inforpress

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