sexta-feira, 16 outubro 2026

Especialista diz que Achada Grande Frente apresenta muitos casos de consumo de álcool e crianças com pensamentos suicidas

Jacob Vicente expressou esta inquietação à margem da visita do ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, ao projecto “Saúde mental comunitária” da Associação Achada Grande Frente, promovido pelo Centro de Atendimento Psicológico que oferece serviços de apoio emocional, diagnóstico e tratamento de problemas de saúde mental à comunidade.

"Temos grupos de toxicodependentes, entre muitos idosos que também vivem num estado de solidão, associado aos vários problemas dos jovens. Então, estamos perante um bairro que precisa, de facto, da presença deste consultório e de uma forma continuada e consistente ir ganhando confiança aqui neste bairro”, comentou.

Por seu lado, Daniel Cardoso, vice-presidente da Assembleia-geeral da Associação da Escola de Futebol de Achada Grande (EFAG), igualmente preocupado com a situação das gentes daquela comunidade, disse que a maior “dor-de-cabeça” prende-se com situações de Jovens a entrarem rapidamente pelo mundo da criminalidade ou a terem comportamentos desviantes, motivados pelo consumo do álcool e outras dependências.

"Jovens a entrarem rapidamente na criminalidade ou comportamentos desviantes, enquanto famílias experimentam um sentimento de impotência face à incapacidade de poder lidar com vários problemas diários, desde a falta de um pão, alimentação para os filhos, por exemplo”, lamentou, enaltecendo a iniciativa do desenvolvimento do projecto “Saúde mental comunitária”, naquele bairro.

O associativista aproveitou a ocasião para lançar um apelo às instituições públicas e privadas, bem como à sociedade civil, a abraçarem esse tipo de iniciativas diligenciadas pelas associações comunitárias que conseguem chegar com maior facilidade às pessoas mais vulneráveis.

O ministro, para quem a preocupação de Achada Grande Frente é “idêntica” a toda cidade da Praia, ou em todo Cabo Verde, a situação de infância requer, entretanto, maior atenção, especialmente no que diz respeito a crianças no horário contrário à escola.

“De facto é preciso darmos muita atenção às crianças no horário contrário à escola. Estamos a trabalhar para debelar este problema, porque acham que é a partir dali que surge um conjunto de problemas, principalmente problemas que têm a ver com comportamentos desviantes. Creio que nós devemos focar agora nas soluções que já estamos a engendrar e construir nos últimos tempos”, concluiu o governante.

A Semana com Inforpress 

 

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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