sexta-feira, 16 outubro 2026

Austrália e Nova Zelândia retiram mais de 300 pessoas da Nova Caledónia

O ministro do Pacífico australiano disse que dois Hércules C-130 da Força Aérea Real Australiana voaram da capital da Nova Caledónia, Numeá, para Brisbane, na costa leste australiana, na noite de terça-feira, com 115 passageiros, incluindo 84 australianos.

Conroy não revelou as nacionalidades dos outros 31 passageiros, mas sublinhou que a Austrália tem acordos bilaterais com o Canadá e o Japão para ajudar os seus cidadãos em crises.

Outros mais de 200 australianos já fizeram também um registo junto do Departamento de Negócios Estrangeiros e Comércio da Austrália para deixar a Nova Caledónia, onde foi declarado estado de emergência durante pelo menos 12 dias.

“Damos prioridade aos idosos, as grávidas e os mais vulneráveis”, disse Conroy à televisão australiana Nine Network. “Continuaremos a trabalhar com o Governo francês para garantir a retirada da Nova Caledónia de todos os australianos que queiram partir”, acrescentou.

O ministro disse que foi informado que a França estava a planear mais voos com destino a Brisbane para hoje.

“Estamos a fazer todos os esforços para garantir que o maior número possível de australianos esteja nesses voos”, disse Conroy.

Cerca de 100 neozelandeses chegaram a Auckland, no norte da Nova Zelândia, na noite de terça-feira e um segundo avião com mais 100 cidadãos a bordo estava a voar da Nova Caledónia para o país, através de Brisbane, informou o jornal The New Zealand Herald.

O representante do Estado francês na Nova Caledónia, Louis Le Franc, disse hoje que, além de estrangeiros que viviam no arquipélago, também cerca de uma centena de turistas já foi retirada do território.

“Estas operações continuarão até à reabertura do aeroporto internacional de La Tontouta”, que irá permanecer encerrado a voos comerciais pelo menos até sábado, afirmou Le Franc.

A madrugada “foi mais calma que a anterior, apesar dos dois incêndios na área metropolitana de Numeá”, escreveu o comissário, num comunicado de imprensa.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, encontra-se neste momento a viajar para a Nova Caledónia, numa visita anunciada na terça-feira, após o reforço das forças de segurança no território.

O arquipélago francês do Pacífico Sul é palco, há mais de uma semana, de violência numa escala inédita há 40 anos, em reação a uma reforma do órgão eleitoral criticada pelos apoiantes da independência.

A crise teve início quando foi apresentado um novo projeto de lei adotado em Paris que determina que residentes franceses que vivem no arquipélago há 10 anos passam a poder votar nas eleições locais.

Os líderes políticos locais, incluindo os defensores da independência, temem que os povos nativos da Nova Caledónia fiquem enfraquecidos com a nova medida.

Os motins que se seguiram já causaram a morte de pelo menos seis pessoas, incluindo dois polícias, centenas de feridos e cerca de 270 detidos, segundo as autoridades.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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