sexta-feira, 16 outubro 2026

São Vicente: Universidade Lusófona de Cabo Verde realiza conferência em homenagem ao patrono Baltasar Lopes da Silva

A conferência destaca o contributo que Baltasar Lopes da Silva, expoente máximo da literatura cabo-verdiana, deu para a identidade cultural e para o desenvolvimento do ensino no país”, informou a universidade, acrescentando que a actividade assinala também o Dia do Professor Cabo-verdiano, cujo patrono é igualmente Baltasar Lopes da Silva.

De acordo com informações da reitoria da ULCV, a actividade enquadra-se no plano de acções extracurriculares da universidade e pretende homenagear a figura do patrono, reconhecido como uma referência incontornável da cultura e do pensamento cabo-verdianos, bem como do professorado no país.

A conferência será proferida pelo professor, escritor, realizador, cineasta e artista multidisciplinar Leão Lopes e terá como moderador Olavo Cardoso.

“A conferência destaca o contributo que Baltasar Lopes da Silva, expoente máximo da literatura cabo-verdiana, deu para a identidade cultural e para o desenvolvimento do ensino no país”, informou a universidade, acrescentando que a actividade assinala também o Dia do Professor Cabo-verdiano, cujo patrono é igualmente Baltasar Lopes da Silva.

O evento, acrescentou a instituição, é aberto a toda a comunidade educativa e deverá reunir representantes de diversas instituições convidadas.

Ainda no mesmo dia, pelas 18:00, a ULCV promove uma segunda actividade, nomeadamente uma cerimónia de homenagem e reconhecimento aos parceiros da universidade, no âmbito do reforço das relações institucionais.

Baltasar Lopes da Silva (São Nicolau, 1907 – 1989) foi escritor, linguista e professor, sendo considerado um dos expoentes máximos da literatura cabo-verdiana.

Formou-se em Direito e Filologia Românica em Portugal e foi cofundador do Movimento Claridoso. Regressou às ilhas para leccionar, tendo recusado, em 1945, o convite para ensinar na Faculdade de Letras de Lisboa.

Durante décadas, ensinou no Liceu Gil Eanes, em São Vicente, onde também exerceu as funções de reitor. Entre os seus alunos, muitos deles futuros dirigentes, escritores e diplomatas, ficou conhecido pelo apelido afectuoso “Ti Báltas”.

Ao longo da sua vida, Baltasar Lopes foi distinguido com várias honrarias, tais como a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1962), a Ordem de Instrução Pública (1972) e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa (1981).

A sua obra mais conhecida é “Chiquinho”, traduzida em várias línguas, na qual retrata, de forma estética e crítica, a sociedade cabo-verdiana do século XX, marcada pelo drama da fome e da emigração.

A Semana com Inforpress

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
10 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
13 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport