sexta-feira, 16 outubro 2026

NASA prepara próximos passos após sobrevoo lunar da Artemis II

Depois da Artemis III, a NASA afirma que tenciona enviar uma missão à Lua todos os anos. Na Artemis IV, prevista para o início de 2028, os astronautas irão transferir-se da Orion para um módulo de alunagem comercial que os levará até à superfície.

A Artemis II proporcionou imagens inéditas do lado oculto da Lua, de um eclipse solar visto a partir da órbita lunar e de uma nova distância recorde para seres humanos no espaço.

A missão é a mais recente de uma série que a NASA prevê para voltar a colocar humanos na Lua e estabelecer ali uma base permanente.

“A próxima missão está mesmo ao virar da esquina”, afirmou o diretor de voo de reentrada Rick Henfling, após a amaragem da tripulação na sexta-feira.

No mês passado, a NASA apresentou um plano faseado para construir uma base permanente na Lua, em que as missões Artemis III e IV terão um papel central.

Preparar a próxima alunagem

Inicialmente, a Artemis III deveria ser a missão de alunagem, mas em março a NASA anunciou que passará a ser uma missão de demonstração para testar os módulos de alunagem da SpaceX, de Elon Musk, e da Blue Origin, de Jeff Bezos.

Na nova Artemis III, prevista para o próximo ano, os astronautas vão acoplar a cápsula Orion a um módulo de alunagem em órbita baixa da Terra, para certificar os veículos antes de uma alunagem tripulada.

A SpaceX e a Blue Origin competem para terem os seus módulos prontos primeiro. A Blue Origin aponta para um lançamento de teste, sem tripulação, do módulo Blue Moon ainda este ano, enquanto o módulo de alunagem da SpaceX, baseado no foguetão Starship, tem sofrido atrasos, com marcos decisivos ainda por cumprir.

Depois da Artemis III, a NASA afirma que tenciona enviar uma missão à Lua todos os anos. Na Artemis IV, prevista para o início de 2028, os astronautas irão transferir-se da Orion para um módulo de alunagem comercial que os levará até à superfície.

«Planos para uma base na Lua»

Nos planos para a base lunar, a NASA indica que as primeiras missões vão enviar rovers, instrumentos e tecnologia para a superfície lunar, a fim de estudar como gerar energia, como poderão funcionar as comunicações e como navegar no terreno.

A fase seguinte passará por construir estruturas parcialmente habitáveis e estabelecer abastecimentos regulares, incluindo uma colaboração com a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), que está a desenvolver um rover pressurizado para exploração tripulada da superfície.

Na fase final, serão feitas transferências de equipamento de maior dimensão e, gradualmente, será estabelecida uma presença humana contínua, passando de visitas breves para uma base permanente.

NASA já assinou parcerias com Itália e Canadá e prevê acrescentar mais contribuições em áreas como habitação, mobilidade à superfície e logística.

A agência anunciou estas alterações para alinhar o seu trabalho com a Política Espacial Nacional dos Estados Unidos, publicada em dezembro passado, que encarrega a NASA de voltar a levar astronautas à Lua, reformular o papel do país nas operações espaciais comerciais e liderar a exploração espacial a nível mundial.

A Semana com Eronews

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
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