sexta-feira, 16 outubro 2026

Xi pede cessar-fogo abrangente e duradouro no Médio Oriente face à escalada em Ormuz

A reunião decorreu no Grande Palácio do Povo, na capital chinesa, num contexto de agravamento da crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas globais.

Durante o encontro, Xi sublinhou que a resolução da situação deve passar por vias políticas e diplomáticas e garantiu que a China continuará a desempenhar um "papel construtivo" e a "trabalhar ativamente" para promover a paz, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O líder chinês defendeu ainda o respeito pela soberania, segurança e integridade territorial dos países do Médio Oriente e do Golfo, alertando contra a aplicação seletiva do direito internacional, que, afirmou, não pode ser usado "quando convém e descartado quando não".

Xi apresentou quatro princípios para avançar na estabilidade regional, incluindo a coexistência pacífica entre os países da região, o respeito pelo direito internacional e a articulação entre desenvolvimento e segurança, numa altura em que o conflito aumenta a incerteza sobre rotas energéticas e o comércio global.

Nesse contexto, defendeu o reforço da coordenação em fóruns multilaterais como a ONU e os BRICS, acrescentando que a estabilidade das relações entre a China e os Emirados Árabes Unidos pode ajudar a mitigar a incerteza internacional.

As duas partes trocaram ainda pontos de vista sobre a situação no Médio Oriente e no Golfo, marcada por restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e pelo anúncio dos Estados Unidos de bloquear e intercetar determinados navios, após o fracasso das negociações com o Irão no Paquistão.

Xi alertou também para o risco de prevalecer a "lei da selva" no sistema internacional, expressão que utilizou igualmente horas antes num encontro com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

Segundo a Xinhua, o príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos destacou o papel "responsável e construtivo" da China e manifestou disponibilidade para reforçar a coordenação com Pequim, com vista a promover um cessar-fogo, garantir a segurança da navegação e evitar um maior impacto na economia global e nos mercados energéticos.

A visita de Al Nahyan ocorre num momento de elevada tensão no Médio Oriente, com o Estreito de Ormuz sujeito a restrições ao tráfego impostas pelo Irão, em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel e ao anúncio de Washington de bloquear e intercetar determinados navios.

A Semana com Inforpress/Lusa

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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