sexta-feira, 16 outubro 2026

Cabo Verde prepara primeiro transplante renal para reduzir custos e melhorar qualidade de vida dos doentes

“Com a hemodiálise a consumir 3,0 por cento (%) do orçamento da Saúde, o país prepara o primeiro transplante renal para o dia 24 de Março. O objectivo é oferecer alternativas mais eficazes e humanas aos pacientes que dependem da hemodiálise”, explicou à imprensa o especialista em nefrologia, Hélder Tavares, no âmbito da segunda jornada de Nefrologia do Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto (HUAN).

O especialista realçou que, face aos custos e elevado número de pacientes em tratamento, o país é obrigado a oferecer esta nova modalidade de tratamento, assinalando a importância de iniciar o programa de transplantes o mais breve possível.

Hélder Tavares, ressaltou que, após a primeira cirurgia, Cabo Verde precisa de ganhar capacidade para dar continuidade a este tipo de intervenção. Lembrou que o transplante só é possível com doadores voluntários, respeitando a lei que permite doações até ao 3.º grau de parentesco.

Sobre o serviço de hemodiálise, o médico assegurou que aos doentes são garantidos o lanche e um transporte para deslocação à residência no período da noite, desmentindo comentários nas redes sociais que alegavam a falta destes apoios.

A directora nacional da Saúde, presente no acto da comemoração do Dia Mundial do Rim, assinalado sob o lema “Saúde Renal Para Todos: Cuidando das Pessoas e Protegendo o Planeta”, destacou que o tema serve de alerta para a prevenção precoce em crianças e adultos.

O objectivo, disse, é evitar que o sistema nacional de saúde (SNS) continue a carregar o peso de uma doença que pode ser prevenida com hábitos de vida saudáveis e diagnóstico atempado.

“O lema convida-nos a disponibilizar exames básicos para despistagem da doença, o que já vem acontecendo nos centros de saúde onde existem laboratórios básicos acessíveis a todos”, afirmou, sublinhando que o Ministério da Saúde, nesta matéria, deve realizar investimentos urgentes na formação e capacitação dos técnicos que trabalham na área.

Na sua comunicação, o PCA do HUAN, Evandro Monteiro, reforçou que o transplante, uma técnica que existe há 50 anos em países como o Egipto, é a melhor opção terapêutica.

A doença renal afecta 10% da população mundial, pelo que o foco do Governo se vira para os cuidados primários, dotando os centros de saúde de exames simples (urina e creatinina) para que o diagnóstico não ocorra apenas quando a única solução for uma máquina ou um novo órgão.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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