sexta-feira, 16 outubro 2026

São Vicente: Escritora Fátima Bettencourt distinguida com prémio Guerra Junqueiro 2025

À Inforpress, em primeira mão, Fátima Bettencourt mostrou a sua satisfação por tal distinção, mesmo não sendo monetário.

Fátima Bettencourt disse que foi contactada pela organização e ficou “muito contente” com este prémio que tem um grande prestígio dentro da comunidade lusófona.

“Lava a alma. Qualquer pessoa que escreva em português, anseia receber o galardão Guerra Junqueiro e eu estava mais ou menos à espera que tal acontecesse”, reconheceu.

A seu ver, são essas “pequenas coisas” que estimulam os escritores a trabalhar, já que “no caso de Cabo Verde ninguém vive somente da literatura”.

Por isso, asseverou, vai continuar a prestigiar a língua portuguesa e fazer com que a nova geração interesse pela leitura, “a maior fonte para o conhecimento”.

Hirondina de Fátima Bettencourt Santos Lima ou apenas Fátima Bettencourt nasceu em Santo Antão, em 1938, e aos quatro anos passou a viver em São Vicente.

A partir de 1960 exerceu a docência em Lisboa (dois anos), Cabo Verde, Guiné-Bissau (quatro anos), Angola (dois anos) até 1974 quando regressa definitivamente a Cabo Verde.

Em todo este percurso trabalhou ao mesmo tempo como locutora, produtora e apresentadora de programas radiofónicos.

Depois da Independência foi professora do Ciclo Preparatório em São Vicente.

Em 1988 mudou-se para a cidade da Praia, onde exerceu vários cargos. Há cinco anos voltou a Mindelo para viver.

Tem no seu percurso publicações como Semear em Pó (Contos), 1994, A Cruz do Rufino (Infanto-Juvenil), 1996,  Um Certo Olhar (Crónicas), 2001.

Ainda conta com a participação na Antologia de Ficção Cabo-verdiana (Pós-Claridosos), 2002, Mar – Caminho Adubado de Esperança (Contos) 2006, e vários outros que já lhe renderam várias distinções, entre os quais, Prémio Eugénio Tavares de Crónica Jornalística, Edição 2005, homenagens do Governo, inclusive uma silhueta na Praça Nhô Roque, no Mindelo.

Agora conta com o Prémio Guerra Junqueiro, que em Cabo Verde já foi atribuído a escritores como Dina Salústio, Vera Duarte e Jorge Carlos Fonseca.

O Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia, instituído em Portugal, distingue autores que, através da escrita, promovem os valores culturais e identitários dos povos de língua portuguesa.

Nesta edição de 2025, também contemplou o escritor e dramaturgo angolano José Mena Abrantes.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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