sábado, 17 outubro 2026

Presidente mexicana diz que país suspendeu envios de petróleo para Cuba

Sheinbaum respondia a perguntas sobre se a empresa estatal de petróleo Pemex teria cortado os envios de petróleo para Cuba na sequência da pressão crescente do Presidente norte-americano, Donald Trump, para que o México se afastasse do governo cubano, embora oficialmente Washington não tenha pedido a suspensão do fornecimento de petróleo.

"A Pemex toma decisões no âmbito da relação contratual que mantém com Cuba", afirmou Sheinbaum na sua conferência de imprensa matinal. "Suspender é uma decisão soberana e é tomada quando necessário", acrescentou. 

As declarações vagas de Sheinbaum surgem num momento em que Trump procura isolar Cuba e aumentar a pressão sobre a ilha, um adversário de longa data que vive sob rígidas sanções económicas de Washington.

Trump disse que o governo cubano está prestes a cair e que a ilha não receberia mais carregamentos de petróleo da Venezuela após uma operação militar norte-americana ter capturado o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Em profunda crise energética e económica, Cuba tem dependido fortemente da ajuda estrangeira e de carregamentos de petróleo de aliados como o México, a Rússia e, anteriormente, a Venezuela. 

Sheinbaum disse hoje que o México continuaria a mostrar solidariedade com Havana, mas não especificou que tipo de apoio ofereceria.

O México enfrentou também a sua própria pressão de Washington, uma vez que Trump ameaçou realizar uma ação militar contra cartéis de droga mexicanos.

Na semana passada, o México transferiu para os Estados Unidos dezenas de suspeitos membros de cartéis para enfrentarem a justiça.

Estes suspeitos eram procurados pela administração Trump, mas Sheinbaum usou na altura uma linguagem semelhante à de hoje, dizendo que as transferências foram feitas de forma soberana e autónoma.

O petróleo mexicano é há muito tempo uma linha vital para Cuba.

No seu relatório mais recente, a Pemex afirmou que enviou quase 20.000 barris de petróleo por dia para Cuba entre janeiro e 30 de setembro de 2025. 

Sheinbaum passou semanas a dizer que iria fornecer dados claros sobre as exportações para Cuba, mas ainda não o fez. O governo cubano e a Pemex não responderam de imediato a um pedido de comentário sobre este assunto.

Os analistas agora esperam mais pressão de Washington para interromper esses envios de forma permanente.  

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
13 dias atrás

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