sexta-feira, 16 outubro 2026

Fogo: Edição 2026 da festa da Banderona inicia-se no sábado na comunidade de Campanas de Baixo

Para a abertura das festividades estão confirmadas artistas como Marcos d´Lena, SOS Muchi e Jonatthon, além de DJ.

Tradicionalmente, a Banderona começa com a montagem das barracas e o “pilon” (pilão) no último fim de semana de Janeiro e termina com o almoço, seguido da passagem da bandeira para o festeiro do ano seguinte, na segunda-feira que antecede o carnaval.

A comunidade de Campanas de Baixo celebra a festa São João Baptista que foi cognominada de Banderona por ser a festa tradicional da bandeira com maior duração a nível de toda a ilha.

É a segunda maior festa da ilha, depois da festa da Bandeira de São Filipe, celebrada entre 25 de Abril e 01 de Maio e que passou a coincidir também com o Dia do Município de São Filipe, que movimenta maior número de pessoas e tem ganhado expressão nacional e internacional, com regresso de dezenas de emigrantes e pessoas residentes noutras ilhas.

A Banderona ou da bandeira de São João Baptista surgiu há mais de dois séculos e conforme reza a lenda “na altura, as pessoas ouviam, no “assobiar” do vento sons comparados com o toque de tambor e cantigas no ar, ao longo de vários dias”, seguidos de relâmpagos e trovões, tendo um raio caído numa ribeira onde habitualmente brincavam algumas crianças da comunidade.

A Banderona tem alguma diferença com outras festas assinaladas no Fogo. A sua figura principal é o "cordidjeru" (governador), que dirige e superintende todas as actividades da festa.

Nela participam cavaleiros, detentores de bandeiras (guardiões das bandeiras e da ordem, paz e harmonia), um juiz que preside, juntamente com o "cordidjeru", que assegura a votação ou nomeação dos festeiros para a festa do ano seguinte, e um corpo de “coladeiras” integrado por homens e mulheres, acompanhados de “caxerus” (tamboreiros).

Outra figura da festa é o de “refugiado ou ladrão” que é uma espécie de “canisade” que durante a festa só aparece no dia da matança, no último sábado antes do almoço, com intenção de roubar os produtos como carne, mandioca e outros.

Nos últimos 30 anos a comunidade de S.Jorge, vizinha de Campanas de Baixo, passou também a celebrar a festa da Banderona e começou, segundo os festeiros, no ano de 1995, quando Mulato de Campanas de Baixo e um grupo de coladeiras e tamboreiros decidiram levar a bandeira de São João de Campanas de Baixo para São Jorge em homenagem a Nhonhô de Caela, membro do grupo que tinha falecido.

Durante a visita e em gesto de solidariedade e amizade, eles compartilharam um lanche simples e a partir da data a Banderona de São Jorge passou a ser comemorada anualmente, tendo ao longo dos anos festejado por vários descendentes de Nhonhô de Caela.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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