A inauguração do monumento, avaliado em 150 milhões de escudos, ocorreu na tarde de hoje no quadro das comemorações dos 35 anos da democracia.
“Os monumentos são símbolos para perenizar, para lembrar que houve conquistas, que houve combates e que houve momentos em que não tivemos democracia e liberdade”, declarou o chefe do Governo, em declarações à imprensa, na cerimónia solene de inauguração.
Segundo Ulisses Correia e Silva, a materialização física dessas conquistas permite evidenciar o seu significado e valor histórico, ajudando as gerações futuras a compreender a transição de um regime de partido único, assente em princípios autocráticos, para um regime democrático.
O primeiro-ministro sublinhou ainda que a democracia cabo-verdiana é um património coletivo, construído com o contributo de diferentes forças políticas e de cidadãos sem filiação partidária, destacando que o processo pertence a todos os cabo-verdianos.
Na ocasião, reforçou que o monumento não representa cores partidárias, mas a unidade nacional, salientando que “a única cor que interessa é a da bandeira de Cabo Verde”, como símbolo da nação e da liberdade conquistada.
Situada na rotunda Achada Grande Frente, na cidade da Praia, o Monumento da Liberdade e Democracia apresenta uma estrutura escultórica contemporânea, com formas metálicas ondulantes e elementos iluminados, concebidos para evocar a bandeira nacional e simbolizar a união das ilhas, a liberdade e os valores da democracia cabo-verdiana.
A Semana com Inforpress

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