domingo, 18 outubro 2026

Cabo Verde assume presidência da Rede de Serviços Médico-Legais e Forenses de Língua Portuguesa (RSMLFLP)

A cada ano um país membro da rede assume a presidência da RSMLFLP, e esta é a segunda vez que Cabo Verde, através do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, (INMLCF, I.P.) com apenas três anos de existência assume esta responsabilidade.

Em entrevista à Inforpress, a presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Ineida Cabral, explicou que a rede foi criada há nove anos, em Coimbra, Portugal.
 
“Durante as actividades em Moçambique, fui nomeada como a nova presidente da rede e, com certeza, temos uma equipa grande. Temos a doutora Jacinta, de Moçambique, que ficou como presidente da mesa da Assembleia, o doutor Casimiro, que é o secretário da Assembleia e a doutora Carla, de Portugal, que é a secretária da direcção”, salientou.
 
A seu ver, a coragem demonstrada por Cabo Verde ao criar um Instituto, mesmo contando inicialmente com apenas um médico legista, aliada às cooperações estabelecidas com outros países, contribuíram para que o país alcançasse este feito.
 
Como prioridade do seu mandato, destacou a realização de actividades formativas, intercâmbios, ressaltando a importância da Rede na discussão conjunta de casos e partilha de experiências.
 
Entre as acções previstas, Ineida Cabral apontou a realização de um curso de especialização em Medicina Legal, em formato híbrido e aberto a diversos profissionais da área da saúde, assim como formações de especialização, nomeadamente, em técnicas de autópsia.
 
“Cabo Verde está com a presidência, nós também temos de organizar um congresso a nível da Rede e a nível do Instituto de Medicina Legal que já estamos a organizar para a primeira semana do mês de Março”, avançou.
 
Por outro lado, a responsável indicou como principal desafio, a inexistência do Instituto de Medicina Legal em alguns países membros, como São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Moçambique, apesar de terem serviços que desempenham estas funções.
 
“Nós da rede, estamos engajados a organizar e a orientar os países que ainda não têm os institutos de medicina legal, para que possam ter os seus institutos. E isso ajuda-os a ganhar autonomia e também a independência no que tange a justiça”, assegurou.
 
Para a nova presidente da Rede de Serviços Médico-Legais e Forenses de Língua Portuguesa, a Medicina Legal desempenha um papel fundamental no apoio à justiça, através da realização de perícias médico-legais.
 
Daí que manifestou a sua total disponibilidade em trabalhar em estreita colaboração com todos os membros da Rede, visando um mandato assente na cooperação, inovação e excelência técnico-científica.
 
A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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