Após desmarcar a marcha pacífica de protesto que tinha inicialmente previsto nesta quinta-feira junto do Supremo, a coligação PAI Terra Ranka deu uma conferência de imprensa na sede do PAIGC, em Bissau, em que analisou a actual situação da candidatura de Domingos Simões Pereira e da coligação nas eleições gerais do próximo dia 23 de Novembro.
Para além de considerar que as eleições marcadas para 23 de Novembro "não serão democráticas", o PAIGC apontou "incoerências" do Supremo Tribunal no processo de validação de candidaturas.
Para além da candidatura do PAI - Terra Ranka, a da coligação API - Cabaz Garandi também foi rejeitada pelo Supremo, enquanto a Plataforma Republicana "Nô Kumpu Guiné" que suporta a candidatura de Umaro Sissoco Embaló a um segundo mandato como Presidente da República, viu alguns dos seus membros pertencentes ao APU-PDGB, incluindo Nuno Nabiam, serem excluídos dessa lista.
Um aspecto que não deixou de ser apontado por Luís Peti, do colectivo dos advogados da Coligação PAI - Terra Ranka. Ao recordar facto de terem sido validadas seis candidaturas ao escrutínio de 23 de Novembro, o advogado também vincou que algumas emanaram de partidos excluídos pelo Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau.
"Um dos argumentos que ouvimos, não fomos notificados -ouvimos na conferência do Supremo Tribunal de Justiça- é de que, o candidato Domingos Simões Pereira, que está a ser suportado pela Coligação PAI - Terra Ranka, não vai a essas eleições e o PAIGC também não vai essas eleições. Por isso, perguntamos : Os seis candidatos que estão nessas eleições com que base e com que fundamento? Suportados pelos partidos que não estão nessas eleições? Qual é a decisão real nesse aspecto? Então vimos que realmente o Supremo Tribunal não está a ser coerente nas suas posições", denunciou o membro do colectivo de advogados do PAI – Terra Ranka.
A Semana com RFI África

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