sábado, 17 outubro 2026

Primeiro-ministro francês demite-se horas depois de anunciar composição do governo

O presidente francês, Emmanuel Macron, já aceitou a demissão, avança a imprensa francesa, que cita fonte do palácio do Eliseu.

Lecornu, nomeado a 9 de setembro, enfrentou críticas ferozes do seu próprio campo partidário e da oposição após revelar o seu governo. Tornou-se o chefe de governo com o mandato mais curto desde 1958.

Lecornu deveria discursar na Assembleia Nacional na terça-feira para apresentar o roteiro do seu governo.

Em vez disso, a sua demissão mergulhou França numa nova crise política, aumentando ainda mais a pressão sobre Macron, que já presidiu durante três governos minoritários fracassados.

Lecornu foi encarregado da difícil tarefa política de aprovar no parlamento um orçamento reduzido para conter o crescente défice da França.

O défice da França situava-se em 5,8% do PIB em 2024, com uma dívida de 113% — ambos muito acima das regras da UE, que limitam os défices a 3%.

Depois de anunciar os primeiros nomes de destaque do seu executivo, Lecornu foi imediatamente alvo de críticas.

Os críticos denunciaram tanto a sua orientação política como a falta de renovação: 12 dos 18 ministros já tinham servido sob o seu antecessor François Bayrou antes da sua destituição a 8 de setembro.

O ministro do Interior conservador Bruno Retailleau, ele próprio confirmado no cargo, afirmou no domingo que a composição do governo "não refletia a rutura prometida".

O líder da extrema-direita, Jordan Bardella, do Rassemblement National (RN), falando ao lado da líder Marine Le Pen na sede do partido, pediu eleições legislativas antecipadas.

"Não pode haver estabilidade sem um regresso às urnas e sem a dissolução do parlamento", disse Bardella, acrescentando que "esperava" que tal medida fosse tomada rapidamente.

Mesmo dentro do campo presidencial, o descontentamento estava a crescer. Gabriel Attal, ex-primeiro-ministro e líder do partido Renascimento (Renaissance), lamentou que o método por ele proposto de chegar primeiro a um acordo sobre o orçamento antes de nomear um governo não tivesse sido seguido.

Numa mensagem ao seu grupo parlamentar, Attal denunciou o "espetáculo medonho" oferecido por "toda a classe política" na sequência do governo de curta duração de Lecornu.

 

A Semana com Euronews 

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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