sábado, 17 outubro 2026

Sarkozy condenado a cinco anos de prisão. "Se querem que eu durma na prisão, dormirei, mas de cabeça erguida"

Mediante o mandado de detenção com efeito diferido, mesmo que Sarkozy, 70 anos, avance com um recurso isso não suspenderá a pena. Dentro de um mês será informado da data em que será detido, sendo que a data da detenção deve ser definida num prazo não superior a quatro meses após a data da condenação. Além disso, Sarkozy não pode ser colocado em liberdade condicional ou sob pulseira eletrónica eletrónica.

À saída do tribunal, após conhecer a sentença, o ex-presidente francês anunciou que irá recorrer da decisão e reafirmou a inocência.

"Se querem mesmo que eu durma na prisão, dormirei na prisão, mas de cabeça erguida", garantiu. "Sou inocente, esta injustiça é um escândalo", disse. "Não tenho espírito de vingança nem ódio. Lutarei até ao meu último suspiro para provar a minha completa inocência", acrescentou.

Sarkozy criticou a decisão, que considerou "extremamente grave para o Estado de direito", e realçou que tribunal considerou que o documento que serviu de base ao processo judicial era uma falsificação. "Portanto, sou condenado por ter alegadamente permitido que os meus colegas tivessem a ideia de financiar ilegalmente a minha campanha", comentou.

"Peço ao povo francês, quer tenha votado em mim ou não, que compreenda o que acabou de acontecer. O ódio não tem realmente limites", disse.

Em causa está um caso de financiamento líbio à sua campanha nas presidenciais de 2007, com dinheiro do governo do então líder líbio Muammar Kadafi.

Sarkozy foi absolvido das acusações de receptação, apropriação indevida de fundos públicos e corrupção passiva, mas condenado por conspiração criminosa por ter "permitido que os seus próximos" se dirigissem às autoridades líbias para o financiamneto da campanha.

O tribunal considerou que não há “demonstração” de que os fundos líbios tenham “efetivamente” chegado à sua campanha

Em 27 de março, a Procuradoria Nacional Financeira pediu sete anos de prisão e uma multa de 300 mil euros para Nicolas Sarkozy pelo alegado “pacto de corrupção” assinado com o antigo ditador líbio Muammar Kadhafi, morto em 2011.

Sarkozy fez-se acomanhar nesta audiência pela mulher, Carla Bruni-Sarkozy, e pelos seus três filhos.

 

A Semana com Diário de Notícias

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
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