sábado, 17 outubro 2026

São Vicente: Governo aloca quatro milhões de contos para recuperar infraestruturas nas ilhas em estado de calamidade

Esta informação foi avançada hoje em conferência de imprensa pelo ministro das Infraestruturas, Victor Coutinho, que explicou que a verba será canalizada para sete eixos prioritários, cuja execução tem horizonte temporal de um ano.

Desse montante, avançou, o Governo vai alocar 1,1 milhões de contos para as infraestruturas rodoviárias, cerca 1 milhão de contos para produção e fornecimento de água e electricidade, que abrange as redes eléctricas de baixa e média tensão, captação e rede de água.

Para a área de drenagem e saneamento serão disponibilizados 679 mil contos e   a nível da reabilitação urbana o montante é de 327 mil contos.

No que concerne à habitação, segundo o governante, está prevista uma verba de 463 mil contos para habitação nas vertentes de reabilitação e construção de novas casas.

Parte desse montante servirá para amenizar o déficit habitacional em São Vicente e vai abranger a construção e reparação de novas casas e ainda a conclusão de habitações sociais cujas obras foram iniciadas pela Câmara Municipal de São Vicente.

“Na resolução fala-se de imediato, além das casas que já estão disponíveis e afectadas. São 66 do Aldeamento do Rozar, mais 230 no complexo da Rabeira Julião que serão também afectadas. Fala também de 80 casas municipais que estão em início de construção e vamos concluí-las”, clarificou a mesma fonte, para quem existem ainda 150 casas para reabilitar e mais 100 para construir. 

Conforme Victor Coutinho, está prevista uma verba de 345 mil contos para obras em edifícios públicos como tribunais e cartórios que sofreram com a tempestade e mais 30 mil contos para as infraestruturas de educação.

Segundo Victor Coutinho, o montante de quatro milhões de contos resulta de contribuições do Fundo de Financiamento, do Fundo Soberano, do Fundo de Emergência e de crédito do Banco Mundial.

Apesar de o horizonte de execução ser de um ano, o ministro considerou que o País deve ter uma estratégia nacional de redução do risco de desastre que aponta que tipo de soluções deve-se ter a nível de projectos, de infraestruturas e de resiliência para garantir a protecção da cidade.

“Em caso de catástrofe e no contexto de mudanças climáticas tem de ter investimentos de outra monta, que não cabem nesta resolução. Mas, estamos a trabalhar essa segunda parte”, explicou, reforçando  que estão num processo de planificação e recolha de dados porque isso exige levantamentos topográficos, geológicos, hidrogeológicos e outros levantamentos técnicos de profundidade, para perceber onde e como dimensionar as infraestruturas de protecção da cidade.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
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