domingo, 18 outubro 2026

França: Macron nomeia Sébastien Lecornu como novo primeiro-ministro

Segundo o comunicado do Palácio do Eliseu, Sébastien Lecornu terá como primeira missão consultar os partidos políticos representados no Parlamento, com o objectivo de "construir os acordos indispensáveis às decisões dos próximos meses".

A presidência francesa sublinhou que o novo chefe do governo foi encarregado de negociar com as forças políticas tendo em vista a aprovação do orçamento do Estado, uma das prioridades imediatas do Executivo.

«Na sequência dessas discussões, caberá ao novo Primeiro-Ministro propor ao Presidente da República a composição do novo Governo», acrescenta o Eliseu.

A nomeação de Sébastien Lecornu surge num contexto político marcado por divisões e pela necessidade urgente de criar consensos na Assembleia Nacional, onde o partido de Emmanuel Macron não detém maioria absoluta.

 

Críticas da oposição

A reacção da oposição não se fez esperar. Numa nota divulgada à imprensa, o Partido Socialista (PS) afirmou que Emmanuel Macron "assume o risco de uma legítima agitação social e do bloqueio institucional do país", marcado para hoje, 10 de Setembro.

O PS declarou que, "sem justiça social, fiscal e ecológica, sem medidas para o poder de compra, as mesmas causas produzirão os mesmos efeitos", sublinhando o risco de repetição dos erros políticos do passado recente.

Do lado da França Insubmissa (LFI), a crítica foi ainda mais dura. A líder parlamentar do partido, Mathilde Panot, considerou a nomeação "uma provocação", sobretudo por ter ocorrido na véspera das mobilizações sociais agendadas para esta quarta-feira.

A líder histórica do partido, Marine Le Pen, também criticou a nomeação, antecipando um impasse político:

"Este é um erro que levará inevitavelmente a futuras eleições legislativas", afirmou, prevendo uma dissolução como única saída para o bloqueio institucional.

 

Direita tradicional manifesta posição conciliatória

Por seu lado, a direita tradicional manifestou uma posição mais conciliatória. O presidente dos Republicanos (LR) e ministro do Interior cessante, Bruno Retailleau, declarou-se disponível para "encontrar acordos" com o novo primeiro-ministro, com vista à construção de uma "maioria nacional".

Gabriel Attal, secretário-geral do partido presidencial Renaissance e antigo primeiro-ministro, expressou publicamente o seu apoio a Sébastien Lecornu e formulou votos de sucesso na nova missão.

 

A Semana com RFI

 

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Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
15 dias atrás

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