domingo, 18 outubro 2026

São Vicente/Chuvas: Mercado de peixe fechado devido a estragos provocados pelas chuvas e sucessivos furtos

Em declarações à Inforpress, o responsável do mercado de peixe, Anastácio Duarte, disse que o espaço se encontra encerrado desde as inundações provocadas pelas chuvas, que, além de o encherem de lama, danificaram câmaras frigoríficas e arrastaram equipamentos de escritório para o mar.

No entanto, de acordo com o responsável, a reactivação não tem sido possível porque a infra-estrutura está a ser alvo de meliantes que tem furtado equipamentos essenciais ao seu funcionamento.

“Estivemos dois dias aqui a funcionar com uma eletrobomba porque não havia eletricidade. Mas na madrugada de segunda-feira vieram aqui, roubaram esse equipamento, danificaram todos os equipamentos de electricidade, fios e a tampa do reservatório onde bombeamos a água para o mercado”, explicou.

Segundo Anastácio Duarte, por causa disso não conseguiram bombear água para a lavagem e a reactivação do mercado de peixe.

“Estávamos a usar a bomba para levar água ao mercado para lavar o espaço e dar as condições para o regresso das vendedeiras, mas não conseguimos porque colocamos a bomba e os meliantes roubam-na. Somos alvos de sucessivos roubos”, acrescentou a mesma fonte, indicando que a Polícia Nacional foi accionada e o caso será levado ao Ministério Público.

Apesar de continuarem a vender, a situação tem incomodado as peixeiras que pedem uma solução rápida para a reabertura do mercado.

Amélia Silva, que tem 50 anos de actividade como peixeira, disse que não há nenhuma informação sobre a reactivação do mercado, por isso pediu celeridade à câmara a bem da saúde pública.

“Não temos nenhuma resposta sobre a reabertura do mercado, estamos na rua porque o mercado não tem condições, mas mesmo assim estamos a pagar o espaço la dentro”, pediu a peixeira, lembrando que o ambiente nessa rua está contaminado devido às enxurradas trazidas pelas chuvas, mas têm de manter a actividade.

Da mesma forma, Isabel Francisca, que vende peixe há 45 anos, disse que está a vender na rua porque tem de trabalhar para sobreviver. Mas reconhece que a situação na rua não oferece condições de higiene para o manuseamento do pescado.

“Tenho seis filhos, mas eles não conseguem assumir as minhas necessidades. Tenho que me sustentar. Quero que resolvam o problema para que eu possa regressar ao mercado”, pediu.

Também o mercado de verduras desabou com as cheias, pelo que as vendedeiras de peixe e de hortaliças enfrentam a mesma situação.

Segundo a vereadora de Mercados e Feiras da Câmara Municipal de São Vicente, Carla Monteiro, desde o dia 11, após as chuvas, que a autarquia tem feito um “trabalho enorme” para limpar os mercados de peixe e de verduras que ficaram danificados.

“A câmara tem todo o interesse que as vendedeiras voltem para o mercado de verduras o quanto antes, porque nós sabemos que precisam pela situação que encontram. Precisam retornar, tanto por questão de saúde pública, de salubridade dos produtos e também para estar em boas condições de trabalho”, explicou.

No entanto, Carla Monteiro esclareceu que a situação no mercado de peixe é mais complicada, dada a danificação de equipamentos e os roubos que se têm sucedido, afirmando que a autarquia está a fazer esforços para recuperar os equipamentos essenciais.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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