domingo, 18 outubro 2026

Oposição israelita vai pedir dissolução do Parlamento

O partido Yesh Atid, de Yair Lapid, anunciou esta quarta-feira nas redes sociais que apresentará uma proposta para dissolver o Knesset (Parlamento israelita) na próxima semana.

Também o partido Israel Beitenu, liderado por Avigdor Liberman, fez um anúncio semelhante.

Um porta-voz do Yesh Atid explicou à EFE que as moções serão combinadas posteriormente, assim que forem apresentadas na sessão plenária.

Numa mensagem na conta no X, Liberman disse que a proposta será apresentada na segunda-feira.

“O governo de 07 de outubro [de 2023] deve voltar para casa”, escreveu o político.

O anúncio ocorre após vários meios de comunicação israelitas noticiarem que líderes de diversas fações ultra-religiosas já deram indicações aos partidos ultraortodoxos israelitas para retirarem o seu apoio ao governo de Benjamin Netanyahu.

De acordo com o meio israelita Maariv, a decisão foi tomada após os ultraortodoxos terem realizado uma reunião infrutífera na noite passada com Yuli Edelstein, a parlamentar responsável pela tramitação de um projeto de lei para isentar a maioria dos judeus ultra-religiosos do serviço militar obrigatório.

Os dois partidos ultraortodoxos de Israel, Shas e Judaísmo Unido da Torá, são fundamentais para a estabilidade do governo de Netanyahu, e ambos têm bloqueado a atividade legislativa no país há semanas em protesto contra a lentidão do governo em aprovar o plano de isenção militar.

De acordo com os media israelitas, o apoio do Shas à moção de dissolução do Parlamento permanece incerto, e Netanyahu ainda tem espaço para encontrar um acordo que mantenha o governo.


Desde a fundação do Estado de Israel, estas isenções permitem que judeus que estudam a tempo integral em escolas religiosas não tenham de cumprir o serviço militar obrigatório.

A isenção militar dos ultraortodoxos é uma questão controversa em Israel, especialmente desde o início da guerra na Faixa de Gaza, que levou o governo a estender a duração do serviço militar obrigatório e a mobilizar dezenas de milhares de reservistas para manter sua ofensiva.

A Semana com Lusa

 

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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