domingo, 18 outubro 2026

Instituto Pedro Pires quer mais lusófonos envolvidos no desenvolvimento de África

"O futuro de África não pode ser em termos de só apenas determinadas realidades ou países, mas tem que ser toda a África, todos os países, inclusive os falantes de português", afirmou à agência Lusa, à margem da conferência Ibrahim Governance Weekend em Marraquexe.

Pires entende que os africanos lusófonos estão subrepresentados a nível das instituições africanas e que devem fazer parte do processo de desenvolvimento do continente.

"Nós queremos ter voz também, estar na mesa de discussão. Eu acho que isso [é] que é importante", vincou.

A dirigente falava após uma apresentação do IPP na conferência, numa sessão intitulada "Colmatar a lacuna de liderança: o poder inexplorado da África lusófona".

O Instituto foi fundado em 2013, dois anos depois do antigo presidente cabo-verdiano ser reconhecido com o Prémio Mo Ibrahim de Boa Governação em África. 

Nos últimos 12 anos, o Instituto trabalhou na formação de mais de 400 africanos lusófonos que hoje integram governos, organizações da sociedade civil e empresas do setor privado, salientou.

O desafio, a curto e médio prazo, vai ser diversificar as fontes de financiamento do IPP, ganhar maior visibilidade, colaborando com outras instituições, e estar presente em mais eventos internacionais, disse Indira Pires. 

"O IPP tem o objetivo de ter relevância para a nossa sociedade, de resolver ou apresentar soluções para o futuro do nosso país e de contribuir também numa perspetiva pan-africanista, tendo consciência de que os países africanos de expressão portuguesa estão, de alguma forma, ausentes desse tipo de fórum", salientou a filha do ex-Presidente.

Até agora, o IPP fez ações com a Guiné-Bissau, Angola, e São Tomé e Príncipe e quer aprofundar laços com Moçambique. 

A dirigente acredita que o que distingue o Instituto é "o percurso histórico do [seu] patrono, integridade e retidão com que ele fez a política".

"Para ter essa mudança africana do nosso continente, temos que pensar as pessoas que vão lá estar, quem são elas que vão fazer essa mudança. E não é por magia. Temos que ser intencionados nessa mudança, informar, capacitar e educar os africanos que queremos, para essa África que tanto ambicionamos e tanto amamos", argumentou. 

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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