domingo, 18 outubro 2026

Seis milhões de sul-coreanos já votaram para escolher sucessor de Yoon

A votação começou às 06:00 (22:00 de segunda-feira em Lisboa) em 14.295 mesas de voto em todo o país e cerca de seis milhões de pessoas já tinham votado nas primeiras quatro horas.

Outras 15 milhões de pessoas já tinham votado durante o período de votação antecipada, que decorreu entre 29 e 30 de maio, de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional.

As urnas irão encerrar às 20:00 (meio-dia em Lisboa) e observadores afirmam que o vencedor pode ser anunciado ainda antes da meia-noite em Seul.

O vencedor assumirá o cargo imediatamente, logo após a confirmação dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições sul-coreana, sem o habitual período de transição de dois meses.

Entre os principais candidatos está Lee Jae-myung, do Partido Democrático, que, de acordo com uma sondagem divulgada na semana passada pela Gallup Korea, lidera as intenções de voto com 49% das intenções de voto apuradas.

Numa publicação feita hoje na rede social Facebook, Lee pediu aos eleitores que “emitam um julgamento severo e resoluto” contra os conservadores, face à crise política criada pela imposição da lei marcial.

O Tribunal Constitucional confirmou a destituição de Yoon em abril, obrigando à realização de eleições no prazo de 60 dias, conforme estipulado pela Constituição do país asiático.

A tentativa de Yoon de tomar o poder, alegando ameaças de “forças inimigas do Estado” e da Coreia do Norte, foi precedida por meses de paralisia política.

Num dos últimos discursos de campanha, na segunda-feira, Lee Jae-myung alertou para os alegados perigos de uma eventual vitória de Kim Moon-soo, candidato do Partido do Poder Popular, que apoiava o ex-presidente Yoon Suk-yeol.

Na direção oposta, Kim Moon-soo alertou que uma vitória de Lee Jae-myung lhe permitiria lançar retaliações políticas contra os rivais e implementar leis para o proteger de vários problemas legais, uma vez que o Partido Democrático controla o Parlamento.

Lee Jae-myung “está agora a tentar tomar todo o poder na Coreia do Sul e estabelecer uma ditadura semelhante à de [Adolf] Hitler”, disse Kim Moon-soo, num comício na cidade de Busan, no sudeste do país.

A campanha ficou marcada pela ausência de um debate sobre a política externa da Coreia do Sul, apesar dos Estados Unidos terem imposto taxas alfandegárias de 25% sobre as importações oriundas do país asiático, e da persistente ameaça da Coreia do Norte, com a qual Seul continua tecnicamente em guerra.

Internamente, o país enfrenta um acentuado declínio da taxa de natalidade — atualmente fixada em 0,75 por mil habitantes, uma das mais baixas do mundo —, indício de uma profunda crise demográfica.

 A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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