domingo, 18 outubro 2026

Zelensky denuncia ataques deliberados da Rússia contra setor da energia

“Uma nova vaga de ataques deliberados e de danos nas instalações energéticas”, declarou Zelensky nas redes sociais, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Zelensky disse que os ataques provocaram cortes de eletricidade que afetaram “cerca de 4.000 assinantes” nas regiões de Sumy e Dnipropetrovsk.

Zelensky fez esta nova alegação depois de ter anunciado na terça-feira à noite que tinha apresentado informações pormenorizadas aos Estados Unidos sobre as repetidas violações da trégua energética por parte da Rússia.

O líder ucraniano fez o anúncio depois de a Rússia ter divulgado que tinha entregado aos Estados Unidos uma lista de violações das tréguas pela Ucrânia, avançou a agência de notícias EFE.

Zelensky também aludiu aos números fornecidos anteriormente pela força aérea ucraniana, segundo os quais a Rússia lançou 74 ‘drones’ em território da Ucrânia na noite passada, incluindo 54 ‘drones’ Shahed.

O chefe de Estado ucraniano afirmou ainda que a Rússia lançou cerca de 50 bombas sobre a Ucrânia nas últimas horas.

“A natureza sistemática e constante dos ataques russos é uma indicação clara de que Moscovo despreza os esforços diplomáticos dos seus parceiros. [Vladimir] Putin nem sequer quer assegurar um cessar-fogo parcial”, afirmou, referindo-se ao homólogo russo.

A Ucrânia e a Rússia deviam estar a cumprir uma trégua nos ataques a infraestruturas energéticas com base num acordo mediado pelos Estados Unidos, mas as duas partes acusam-se quase diariamente de não o respeitarem.

“É necessário exercer uma pressão nova e tangível sobre a Rússia para que esta guerra possa ser concluída”, afirmou o líder ucraniano, citado pela agência de notícias local Ukrinform, insistindo num apelo que tem feito recorrentemente.

Zelensky referiu que no dia 11 de abril passará um mês desde que a Rússia recusou uma proposta norte-americana de um cessar-fogo de 30 dias.

O líder ucraniano defendeu que Kiev deve “atuar o mais rapidamente possível” para encontrar com a comunidade internacional uma solução para o conflito.

“Estamos prontos a trabalhar com todos os nossos parceiros na América, na Europa e no mundo, da forma mais construtiva possível, para alcançar um resultado tão necessário, uma paz digna e duradoura” acrescentou, de acordo com a Ukrinform.

Também a Rússia denunciou hoje ataques ucranianos contra instalações elétricas que provocaram cortes que afetaram cerca de 1.500 clientes.

Um dos ataques ocorreu na região de Kursk e danificou uma subestação perto da povoação de Klyukva, “cortando o fornecimento de energia a mais de 1.200 consumidores domésticos”, disse o Ministério da Defesa, num comunicado citado pela agência de notícias russa TASS.

Um outro corte afetou “mais de 300 consumidores domésticos” devido ao “bombardeamento deliberado da instalação de energia de Kurskenergo pelas Forças Armadas ucranianas”, acrescentou o ministério russo.

As informações dadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

A Rússia causou uma destruição em grande escala desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, incluindo a rede energética do país vizinho, o que mergulhou milhões de pessoas na escuridão e no frio.

A guerra terá causado centenas de milhares de mortos e feridos, de acordo com estimativas de várias fontes, mas o número exato de vítimas é desconhecido.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
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