sábado, 17 outubro 2026

Regresso ao norte de Gaza é uma vitória dos palestinianos

 

"O regresso dos deslocados é uma vitória para o nosso povo e sinaliza o fracasso e a derrota dos planos de ocupação e deslocação", disse o Hamas.

"As cenas do regresso em massa do nosso povo às áreas de onde foram forçados a sair, apesar de as suas casas terem sido destruídas, confirmam a grandeza do nosso povo e a sua firmeza, apesar da profunda dor e tragédia", acrescentou o grupo.

Centenas de palestinianos começaram hoje a deslocar-se para o norte da Faixa de Gaza, depois de o exército israelita ter anunciado que permite o regresso a partir das 07:00 (05:00 em Lisboa).

"Este regresso é uma resposta a todos aqueles que sonham em deslocar o nosso povo", afirmou a Jihad Islâmica, um outro movimento palestiniano, aliado do Hamas.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu no domingo que a maior parte da população de Gaza fosse, pelo menos temporariamente, deslocada para outros locais, incluindo Egito e Jordânia, para "simplesmente limpar" o enclave devastado pela guerra.

O Egito, a Jordânia e os dois principais movimentos palestinianos, o Hamas e a Autoridade Palestiniana, rejeitaram a ideia.

Imagens divulgadas pela agência de notícias palestiniana Wafa mostram centenas de pessoas a caminhar hoje com os seus pertences pela estrada Rashid, que atravessa o enclave de norte a sul, junto à costa.

"São imagens da vitória do Hamas e outra parte humilhante do acordo promíscuo", disse o antigo ministro da Segurança Nacional de Israel Itamar Ben Gvir, que abandonou o Governo israelita, em protesto, no dia em que o cessar-fogo com o Hamas entrou em vigor, a 19 de janeiro.

O regresso dos palestinianos aconteceu depois de o Qatar ter anunciado, no domingo, que foi alcançado um acordo para libertar um refém civil israelita, aliviando a primeira grande crise do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Em comunicado, o Qatar -- mediador do conflito - referiu que o Hamas entregará o refém Arbel Yehoud, juntamente com outros dois reféns antes de sexta-feira.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse, num comunicado, que a libertação dos reféns terá lugar na quinta-feira.

Ao abrigo do acordo de cessar-fogo, Israel deveria começar no sábado a permitir que os palestinianos regressassem às suas casas no norte de Gaza.

Contudo, Israel impediu que tal acontecesse por causa de Yehoud, que deveria ter sido libertado no sábado, e o Hamas acusou Israel de violar o acordo.

No domingo, as autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas, acusaram as forças israelitas de dispararem sobre uma multidão que se tinha reunido à espera de poder seguir para o norte do território, matando duas pessoas e ferindo nove.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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