segunda-feira, 19 outubro 2026

Autoridades chinesas descartam preocupação sobre nova pandemia

Nas redes sociais circulam vídeos de salas de espera de hospitais alegadamente sobrelotadas na China. No entanto, hospitais visitados pela agência Lusa em Pequim não registavam cenários idênticos, enquanto profissionais de saúde negaram a existência de alta pressão hospitalar.

O Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças (CCDC) reconheceu, porém, um aumento do número de doenças respiratórias semelhantes à gripe na China, na penúltima semana de 2024.

Segundo os dados oficiais, cerca de um terço das pessoas afetadas acusou positivo para a gripe, um aumento de cerca de 6%, face ao mês anterior. Entre as pessoas que tiveram de ser internadas no hospital com uma doença respiratória, 18% tinham gripe.

Segundo a mesma fonte, o agente patogénico hMPV ficou em segundo lugar, com uma quota de 6,2% de todos os casos - superior à quota de pacientes infetados com covid-19, rinovírus e adenovírus.

O CDC indicou ainda que 5,4% dos pacientes hospitalizados com sintomas de gripe e constipação testaram positivo para o hMPV.

Ao contrário da covid-19, cujos primeiros casos foram detetados no centro da China no final de 2019, o hMPV existe há décadas e quase todas as crianças são infetadas até ao seu quinto aniversário, segundo os especialistas.

Aquele vírus está presente em todo o mundo desde pelo menos 2001 e pode causar infeções em pessoas de todas as idades, embora estas sejam geralmente ligeiras e não necessitem de assistência hospitalar.

Os sintomas da doença incluem tosse, dor de cabeça, febre, congestão nasal e dificuldade em respirar.

A transmissão de hMPV ocorre através do contacto direto com secreções contaminadas, incluindo saliva, muco e aerossóis.

O período de incubação do vírus varia de 4 a 6 dias.

Os especialistas referiram que o aumento de casos pode dever-se, em parte, às novas tecnologias que facilitam o reconhecimento do vírus.

O hMPV está disseminado no norte da China, mas também em outras regiões frias do hemisfério norte, incluindo Alemanha ou Reino Unido, prevendo-se que os surtos durem até março.

Não existe qualquer vacina ou medicamento contra o vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse também não ver motivos de preocupação nos relatos do surto na China, apontando que se trata de um acontecimento sazonal normal.

Segundo a OMS, embora o número de infeções respiratórias agudas, que incluem o hMPV, tenha aumentado em relação ao mês anterior, tal não é invulgar nos meses de inverno no hemisfério norte.

 

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
13 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
15 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport