sábado, 17 outubro 2026

Três em cada 100 pessoas que consomem drogas em Cabo Verde vivem com VIH - inquérito

A informação foi avançada à imprensa hoje pela secretária executiva da CCS-SIDA, Celina Ferreira, no âmbito do acto central que assinala o Dia Mundial de Luta Contra a Sida e Dezembro Vermelho. 

Sob o lema "Sigamos o caminho dos direitos", o momento contou com a apresentação do Inquérito Bio-comportamental sobre o consumo da droga e a sua relação com VIH, pela secretária Executiva do CCS-SIDA.

Segundo a responsável, em Cabo Verde há uma prevalência de VIH de 2,6% nas pessoas que consomem drogas, sendo mais elevada nas mulheres por apresentarem mais vulnerabilidades sociais.

“Então, significa que, dado o comportamento sexual de múltiplos parceiros, convém referir que 20% das pessoas que consomem drogas prostituem-se para conseguir drogas e alimentar o vício. Isto constitui um fator de risco para todas as infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o VIH”, explicou. 

Na população geral, Celina Ferreira avançou que existe uma prevalência de 0,6%, sublinhando que é uma prevalência fraca, mas que todos devem intervir para minimizar os riscos e resolver este problema de saúde pública. 

“Temos também um padrão de consumo de drogas de policonsumo, ou seja, o início de consumo tem sido precoce, uma média de idade 17 anos.  Depois há também o avanço para outras drogas que provocam mais danos na saúde nomeadamente, a cocaína, haxixe e outras drogas sintéticas”, indicou.

Celina Ferreira lamentou que os consumidores de droga seja uma população-chave ao risco de infecção pelo VIH, para quem a estratégia tem que ser de proximidade.

“Integrar essas pessoas na abordagem tanto na prevenção primária nas escolas como na prevenção secundária e também no diagnóstico e tratamento. Tratamento da dependência química e, posteriormente, para as pessoas que são positivas, tratamento do VIH, enquanto pessoa que vive com o virús”, aconselhou.

O relatório indica também que na cidade da Praia, no Sal e na Boa Vista, por serem as últimas ilhas turísticas, a situação é pior em relação aos outros pontos do arquipélago, devido ao maior consumo de álcool e drogas, e também a mobilidade entre as ilhas.

Entretanto, a secretária executiva da CCS-Sida realçou que neste momento o país está na fase de eliminação da transmissão vertical do VIH e da sífilis e a trabalhar também para eliminar o VIH no horizonte 2030.

Por seu lado, a seropositiva, Leyla Rodrigues, em declarações à imprensa, apelou às pessoas a terem mais empatia em relação aos infectadas, em vez de discriminá-los, afirmando que qualquer um está sujeito a contrair o VIH. 

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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