domingo, 18 outubro 2026

Macron anuncia conferência em junho sobre Estado palestiniano

"Decidimos copresidir para o próximo mês de junho (...) uma conferência para os dois Estados (um israelita, o outro palestiniano) com a ideia de que nos próximos meses juntos multiplicaremos e uniremos as nossas iniciativas diplomáticas para levar todos neste caminho", destacou, aos jornalistas franceses, no segundo dia da sua visita de Estado à Arábia Saudita.

Macron esclareceu que o seu país, tal como Portugal, não reconhece a Palestina como Estado neste momento.

"Há vontade de o fazer (…), mas no momento que seja útil, quando provoque movimentos recíprocos de reconhecimento", frisou Macron.

"Queremos envolver vários outros parceiros e aliados, europeus e não europeus, que estão prontos para ir neste sentido mas que estão à espera de França", acrescentou.

O chefe de Estado francês não detalhou onde se realizará esta conferência, mas espera que sirva para "multiplicar as iniciativas diplomáticas nos próximos meses para levar todos no mesmo caminho".

Macron salientou ainda que o objetivo é produzir um movimento de reconhecimento em relação a Israel, "que permita respostas em termos de segurança" ao Estado Judeu.

"Devemos convencer que a solução de dois Estados também é relevante para Israel", acrescentou o Presidente francês.

A Arábia Saudita, que alberga os locais mais sagrados do Islão, está em conversações com Washington para normalizar as relações com Israel e conceder garantias de segurança aos EUA.

Mas em meados de setembro, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman afastou o reconhecimento de Israel antes da "criação de um Estado palestiniano", juntamente com o de Israel.

Tanto Paris como Riade pressionam pela "solução de dois Estados", rejeitada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A situação no Médio Oriente degradou-se desde o início da guerra em Gaza, desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas a Israel que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, a maioria civis, segundo as autoridades israelitas.

Após o ataque do Hamas, Israel desencadeou uma ofensiva em grande escala na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 44 mil mortos, na maioria civis, e um desastre humanitário, desestabilizando toda a região do Médio Oriente.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

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